bunker

Here is my band

01.06.2008 | 42, Nerdices

Vi um monte de gente fazendo e resolvi brincar também. Quem quiser, as instruções são essas:

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Pra mim deu essa banda de nome estranho metido à post-rock math. O som é como se Up-C Down-c Left-c Right-c ABC + Start resolvesse tocar de um jeito estranho tipo Battles. O disco em questão é um lançamento obscuro por um selo japonês com gravações dos primeiros ensaios da banda, quando ainda queríamos soar heavy metal e tudo mais.

2006

Bons tempos.

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Faz algum tempo que tenho aqui alguns títulos desse cara chamado Thomas Ott. Estavam aqui amontoados junto com outros trantos títulos coletados que guardo para uma ocasião qualquer que nunca chega. Terminei de lê-los agora depois de tentar encontrar sem sucesso no meio dessa bagunça algo que envolvesse zumbis. A capa de Dead End chamou atenção e parecia um bom acompanhamento para escutar um disco do Kyuss. Nada como um cenário bem montado para terminar uma noite.

Ott

Para a minha surpresa não tinha balão algum de texto na história. Um traço forte em preto em branco pintava quadros semelhantes a um storyboard de um filme mudo alemão, se é que usavam storyboards nesses filmes. Deviam usar. E nessa espécie de storyboard de conto de horror a primeira história de Dead End abriu um sorriso em mim. Ao mesmo tempo que amendronta e dita o ritmo da leitura, Ott constrói um universo de horror mais bizarro do que sangrento e sem um mínimo de vontade de resolver as coisas de uma forma feliz. Uma mistura de filmes da Hammer com o goru japonês.

Depois de ler o primeiro eu tinha que ler mais, quem era esse cara mesmo e porque eu tinha essas coisas aqui? E assim fui lendo as curtas - 15 páginas - La Douane, La Bête À Cinq Doigts, passando pela mais longa Cinema Panopticum (sensaciona!) e  terminando em Greatings from Hellville. Tudo de certa forma me impressinou, o estilo de Ott, seus roteiros simples que não abrem mão de misturar o bizarro e surreal com cenas slasher da década de 80 e até sua tendência em deixar as suas histórias kafkanianas demais, ou não querendo exagerar tanto dá pra dizer que é uma releitura surreal de alguns episódios de Twilight Zone. Mais do que o necessário para me agradar e proporcionar um bom fim de noite.

Ott

Logo depois fui conhecer mais sobre o autor, descobri ele é Suiço nascido em Zurich, colaborou com diversos fanzines e publicações européias na década de 90 e que alguns de seus trabalhos (a maioria dos que li) sairam pra Fantagraphics, que recentemente publicou The Number. Mais um título pra procurar.

Um mestre que eu desconhecia completamente e que agora virou referência pra mim quando se trata de artistas europeus de horror. É complicado de achar seus trabalhos por aí, então compilei os títulos citados num arquivo rar e botei aqui para aqueles que quiserem conferir se tudo isso que falei se sustenta. Para ler recomendo o este programa, que você apague as luzes e coloque algo recomendado nesta tag do impop pra tocar.

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Curto esse tipo de coisa aqui*. Explico. Sou um cara que cresceu baixando coisas e até hoje baixo-as todo dia. Música então nem se fala, sou o que sou por causa dos gigabytes que baixei durante anos. Já escrevi sobre música por dinheiro, essa mesma música que baixei.

Logo, esse tipo de anúncio besta me faz sentir como se estivesse no Scarface e no final conseguisse matar todos os capangas na minha mansão. Cometi um crime e continuo cometendo. Sou um fora-da-lei, um pária, o palhaço, o joker.

Mas continuo pois sou invencível. Ainda mais contra esse tipo de adversário.

*via tiagón

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Anos e anos de consumo voraz de livros, quadrinhos, discos e toda a parafernália que a cultura pop oferece tendem a confundir a cebeça do nerd, embaralhar as referências e confundir as profundas análises de obras. De repente lembrar o nome do character designer daqele jogo sensacional não é mais tão fácil. Alguns filmes são completamente esquecidos e só quando re-assistindo por descuido que você lembra já ter assistido aquilo. Livros são piores.

Eu fui um cara que começou cedo a consumir tudo o que minhas limitadas verbas ofereciam e naqueles primeiros anos de leituras acompanhadas de dicionários (para não perder nada) e total falta de preocupação em saber quem fez aquilo ou de que ano era coleciono fragmentos de cultura pop não identificados em minha mente. Um fragmento em especial consegui identificar hoje.

Trata-se de uma história em quadrinhos de duas páginas, publicada em alguma Metal Pesado há muitos anos que havia comprado num daqueles encardenados de edições anteriores por um preço modesto. Era a narrativa de um viajante pelas estradas desérticas e empoeiradas dos Estados Unidos. Morando num cidade do interior e louco para me ver livre daquela pequenez, comtemplei a pequena história como uma premonição do que um dia eu iria fazer. Na época gostei tanto que destaquei cuidadosamente as duas páginas e carregava no caderno.

Nas indas e vindas do colégio e caminhos cortados pela cidade, perdi o caderno.

Não lembrava o nome do autor nem da história, não havia mais edições a venda na banca e vi que a minha havia sido perdido em algum escambo com amigos. Como havia tanta coisa pra se conhecer naqueles tempos dexei de lado a pequena história e parti para a minha próxima exploração cultural. Com o tempo fui saber que a Metal Pesado era a versão nacional da Heavy Metal, revista ímpar de quadrinhos e que as edições nacionais (assim como tudo de quadrinhos publicados na década de 90) tiveram publicações confusas e escassas. Toda vez que batia os olhos numa Heavy Metal procurava por aquelas duas páginas.

Até que hoje observando os novos torrents no KG vi um de nada menos que 13gb com todas as edições da revista. Meu primeiro pensamento foi de baixar a coisa toda e ir lendo cronologicamente a revista, um dia chegaria na historieta. No descritivo do torrent havia o link para a Heavy Metal Magazine Fan Page e não custava nada dar uma olhada lá, quem sabe um pedaço da minha história apareceria em algum artigo ou coisa assim. Lendo a lista de publicações resolvi passar os olhos no nome das histórias publicadas em cada revista pra ver se algum despertava alguma reação. Foi ali no ano de 97, na edição 5 de novembro, que reconheci Ranx na capa e lendo a lista das história encontrei No Man’s Land, de Jacques De Loustal.

Ranx me lembrava algo e o nome da história poderia muito bem ser aquilo que procurava. O ano estava teoricamente certo. Mandei ver no Google. Encontrei esta página sobre o autor, em especial este artigo que fala sobre as referências da obra de Loustal que Win Wenders usou em Paris, Texas e ali havia um link escrito No Man’s Land. Cliquei e apareceram as duas páginas tão procuradas em baixa resolução e impossíveis de ler, mas eram elas. Achei, enfim.

Achei a história, o autor e a edição em que foi publicada. A revista não foi escaneada (só há até a edição de julho de 97) e não encontrei em nenhum lugar, e olha que procurei. Mas já é um grande alívio identificar a história e conhecer o autor. As duas páginas que encontrei estão com baixa resolução e em francês, minha senhora tentou ler e traduzir mas ficou difícil demais, quiçá impossível. Postei-as no FRAG! para quem quiser olhar melhor a famosa história.

You can’t always get what you want, já dizia a música. Vai que num sebo encontro a revista ou vai que alguém que me lê tem a por aí sobrando a edição 5 de novembro de 2007 da Heavy Metal com o Ranx na capa e me empresta pra uma leitura.

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Decidi

18.04.2008 | Nerdices

Toda vez que me der vontade de assistir Cowboy Bebop eu vou fazê-lo.  Assim sem mais nem menos. Porque eu já tentei escrever sobre essa série várias vezes e tudo que ganhei foi mais um episódios pra reassistir e ficar BESTA de tão legal e genial que o negócio é.

Você devia fazer o mesmo.

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Foi assim, eu vi o trailer e gostei do negócio, vi que foi adaptado de uma HQ e resolvi ler. Aí Wanted, de Mark Millar  e JG Jones acabou se tornando a mais divertida leitura de quadrinhos que tive nos últimos meses. Não foi por falta de aviso de amigos e resenhas internets afora que deixei de ler antes, foi por não saber que era tão legal.

Wanted é sobre vilões, ou super vilões. E a coisa mais interessante de muitas histórias em quadrinhos são os vilões, afinal eles sempre mudam, encontram novas formas de atingir o super-herói e traçam planos dia a dia para conquistar o que desejam. Vilões são disciplinados, possuem motivações impetuosas e sacanas para o que querem atingir. Apesar de geralmente serem um mero adereço cômico numa história sobre a jornada em busca da paz e igualdade mundial daquele super-herói marrudo eles não raro são a coisa mais interessante da trama.

Wanted 01

Pega o Coringa, o joker, o palhaço. Em séries como The Killing Joke ele consegue ser mais divertido, profundo e complexo do que dez Batmans jamais seriam. Tem Arkham Asylum também, onde o festival de freaks aprisionados pelo morcego levam a uma viagem conturbada pelo imaginário do Cavaleiro de Gotham e mostram que sem eles o morcego não é nada. É apenas um cara com a cueca por cima da calça pulando de prédio em prédio e dando socos em ladrões de bolsas.

Por serem a parcela má da história os vilões tendem a perder no final. Na era de ouro, prata, etc dos quadrinhos isso era regra. Não importa o quanto eles conseguissem chegar perto de dominar o mundo no último momento seu plano mirabolante e minuciosamente executado iria falhar. E se não falhasse? E aí que começa Wanted, num mundo onde os vilões acabaram com os amigos da vizinhança e os vigilantes de nomes duvidosos e poderes idem. Um mundo onde os vilões sádicos se juntaram numa única organização e dominam secretamente o mundo varrido de super-heróis.

E porra, isso é legal pacas. Vê só, é o começo perfeito pra uma história que claramente não está nem aí para caras bons e maus e quer apenas divertir o leitor com ação, piadas e humor negro. Mark Millar resolveu pegar apenas as partes legais de uma saga de colant de quadrinhos: as cenas de ação, diálogos mirabolantes e engraçados e as mulheres fatais. Não precisa explicar de onde vieram os poderes daquele cara, é apenas um tiroteio descerebrado em quadrinhos em cima de uma típica história de um cara que descobre ser o filho do maior assassino do mundo (que foi morto) e é chamado pelos vilões para receber a herança do velho, não sem antes cumprir algumas clásulas contratuais. Normal e divertido.

O suficiente pra ser lido escutando um bom disco do Monster Magnet. No filme os super-vilões vão dar lugar a uma “fraternidade de assassinos blábláblá”. Vai cortar grande parte da diversão logo de cara. Mas you know, é hollywood.

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Arucard

Assisti ontem o quarto OVA de Hellsing que tinha baixado um bom tempo e havia esquecido nos confins do hd. Nada como uma madrugada de sono perdida pra desafogar as animações da lista. Comecei a assistir Hellsing quando na ocasião do lançamento do primeiro OVA o burburinho foi tão grande  e o trailer do negócio parecia bastante interessante que resolvi engrossar o coro. Sou um vendido mesmo. Mas tenho que falar de Hellsing, o negócio é bizarro demais pra deixar passar em branco.

Baseado no mangá de Kouta Hirano, a animação é sobre uma organização protestante secreta que limpa o solo da Inglaterra de vampiros malucões e outros tipos de freaks. É tudo que você precisa saber, afinal de contas eu já esqueci mais da metade da história e não fez falta nenhuma ao assistir o episódio recente. Tenha em mente que o negócio do anime é estilo e ultraviolência, não conteúdo.

O vampirão chefe da Hellsing chama-se Arucard (nada mais do que drácula com R ao contrário [na época do lançamento muita gente reclamou que os tradutores chamaram o Alucard de Arucard - mas na cara que faz mais sentido, já que os dubladores japoneses não conseguem pronunciar o L direito, a chefe da Hellsing chama-se Integra Fairbrooks Wingates Hellsing, juro que assistir os dubladores tentando pronunciar esse nome pomposamente é a coisa mais engraçada da história dos animes] pra tu sentires o drama que o cara carrega) e é um dos personagens mais overpower que existem.

O cara simplesmente aguenta saraivadas de balas de exércitos nazistas inteiros e depois levanta e mata todos. Falar em nazismo, o autor do mangá tem um fetiche insano por oficias sádicos da SS - se bem que todo personagem é sádico, até os bonzinhos ganham se momento de sangria desatada. Na verdade  Hellsing é uma enorme masturbação sangrenta da cabeça insana de Hirano, misturando conceitos facistas (bem pesquisados, em dado momento um personagem nazista canta “Denn wir fahren gegen Engelland” a plenos pulmões), sadismo, igreja católica (não lembro direito, mas parece que há uma organização chamada Escariote dentro do vaticano que mata zumbis e coisas do tipo), sangue e erotismo violento ele fez de Hellsing o tipo de obra que tem todos os elementos doentes que permeiam o imaginário gore japonês.

E faz sucesso pacas. Cada episódio do OVA é aguardado com ânsia por nerds em todo o mundo, chega ao extremo de gente que mal tem noção de japônes assitir o RAW só pra dizer que viu antes de todo mundo. Eu iria teorizar sobre esse tipo de obra fazer tanto sucesso hoje em dia mesmo não tendo nada que preste em nenhum elemeto da narrativa e apenas um visual bem cuidado e que vezes beira o espetacular. Mas o final das contas resume-se que sangria visualmente estilizada misturada com bizarrices extremas parece sempre fazer sucesso. Ainda mais na esfera dos assistidores de animes, que são calejados no assunto. Melhor deixar pra lá então.

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O Frank Miller participou da produção de Sin City e parecer ter tomado gosto da coisa assumindo a direção de The Spirit, que caso você não conheça é um gibi sensacional de Will Eisner. Até aí tudo bem, Sin City é um filme que vai do mediano ao ruim adaptado de uma HQ péssima e aquele visual foi legal nos primeiras meses mas hoje em dia é bastante over. Mas todo mundo já esqueceu a bagaça.

Mas aí saíram umas imagens da produção de The Spirit.

Não vou dar uma de purista e elogiar a o gibi como se tivesse lido várias historinhas dele na infância e tudo mais. Só fui ter conhecimento de Eisner até um tempo atrás, pra falar a verdade. Mas calma lá, vendo essas imagens só consigo pensar numa reposta como essa. Que negócio horrível. Vai ser um pastiche de Sin City (e se achando o máximo por causa disso) com aquilo que com certeza o Miller vai chamar nas entrevistas de “noir” e aquela ar Dicky Tracy. Vai vendo.

Dessa vez ninguém vai elogiar “a estética recolucionária e inovadora” do filme. Pode anotar, nem a Scarlett vai consgeuir salvar esse filme.

P.S: Lá no impop tem Omega Massif, pequeno gafanhoto.

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Vale registrar a volta da minha empolgação com Lost nesta quarta temporada. Se as duas anteriores conseguiram estragar  um começo promissor com fillers intermináveis e pequenos mistérios que não eram importantes de verdade, tanto que ninguém lembra deles, esta temporada conseguiu reativar aquela tensão semanal de anos atrás. E essa tensão e empolgação surge com um tanto de alívio, entre tantas outras coisas a série foi aquela que iniciou-me no num novo ciclo de nerdices há quase quatro anos e apesar de temporadas sem graça e episódios ruins continuo gostando bastante da série e seus personagens.

A constante de faraday

O que eu precisava mesmo daquele episódio do Desmond pra fritar minha cabeça e provocar a leitura de blogs além-mar desenfreadamente. Nem o flashfoward do final da terceira temporada tinha sido tão interessante.

A introdução da viagem no tempo foi providencial, manteve os telespctadores casuais e reanimou os antigos que assim como eu só assistiam por inércia. Dentre tantas referências encontradas previamente na série arrisco dizer que a viagem no tempo é a mais empolgante de todas, dane-se o lostzilla. Como sempre para amparar o roteiro as referências vão de The Lorenz Invariant e o conceito de tempo e espaço imaginário passando por Minkowski,  uma configuração matemática sobre combinações de dimensões que me foge completamente mas é teoricamente incrível.

É claro que fico apenas na parte dos conceitos que li na wikipedia e o que encontrei na minha empoeirada coleção de Scientiffic Americans, no entanto são conceitos de alma nerd que empolgam este ecriba - assim como qualquer outro escriba nerd que você conheça. Nada como um pouco de pesquisa e leitura para poder entender aquela anotação no caderno do Faraday, de longe o personagem novo mais interessante que surgiu, ficando junto com o escocês brotha Desmond como os personagens mais legais da série. Que venham paradoxos temporais, dessa vez vale a pena acompanhar.

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killer.jpg

Em novembro do ano passado a Paramount anunciou a compra dos direitos da graphic novel francesa The Killer (Le Tueur) e colocou ninguém menos do que David Fincher para comandar o projeto. Procurei saber o máximo da obra escrita por Matz e ilustrada por Luc Jacamon quando li a notícia mas não encontrei nenhuma edição disponível além de páginas esparsas. Deixei no topo da lista sabendo que se Fincher estava interessado algo muito bom devia ter na história.

Finalmente dias atrás consegui as primeiras edições e reservei um disco de John Lee Hooker para escutar e um bom lugar para sentar. The Killer é sobre um matador de aluguel badass e metódico no auge do seu jogo (game funciona tão bem em inglês e fica estranho em português). Nada muito original pra começar, mas são os detalhes que chamam atenção. A narrativa é excelente e apesar de passar perto de vários clichês dificilmente entrega-se a eles, os painéis são montados com uma estética noir classuda que aproveita de enquadramentos afiados sem desperdício. É uma bela simbiose do roteiro ágil e bem montado de Matz (que na verdade chama-se Alexis Nolent e trabalha na Ubisoft francesa) e Jacamon, que aproveita de tons claros e mostra grande habilidade para sequências de ação.

Uma ótima série que foi publicada entre 96 e 2006 na França e a partir de 2006 nos EUA pela Archaia Studio Press (na primeira edição tem a ótima tagline “a hardboiled noir chronicling one man’s journey through some seriously bad mojo”)  em 10 edições. Para quem ficou curioso como eu há uma ótima animação interativa da Submarine Channel que utiliza da graphic novel original para fazer uma nova montagem e proporciona uma leitura interessante. Postei também um pedaço da primeira edição no FRAG!. Agora vamos esperar mais um grande filme.

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