bunker

Semana passada lá no twitter todo mundo estava babando em cima daqueles caras, Daniel Gentilli e Rafinha Bastos. Grandes merdas. Dois babacas com piadas fracas sem nada pra dizer, sem nada para falar sobre com o mínimo de astúcia e rebeldia. Pode ser comédia para uma blogsfera iludida e babaca. Pode ser. Pra mim George Carlin é comédia, é algo pra se assistir, rir e recomendar.

Aí ele morreu. Esse era galo. Quatorze especiais na HBO e vários discos de comédia, cinquenta anos de carreira. O seu último especial da HBO chamdo It’s Bad For Ya ainda é facilmente encontrado em torrents. Se você não conhece o mestre, é um bom começo. Aprenda com ele que people are fucked. Não sabe inglês? Taí um bom motivo pra começar a arranhar seus primeiros exercícios de to be.


Assista TUDO.

O Nix já fez o obituário dele, o Bruno também. Chegou a minha vez. De repente o nosso time, o dos caras sacanas que tão pouco se lixando pra muita coisa e que mais querem ficar em paz enquanto reclamam o máximo das merdas que todo mundo acredita e faz, fica desfalcado. Mas que seja. Life is worth losing, já diria Carlin.

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Sunrise

17.06.2008 | 42

Essa semana vai ser complicado. Quatro dias, quatro provas precisando de notas altas e não muita paciência para o que tenho de estudar. Normal. Porém a mente divaga sem controle durante leituras chatas. Tava pensando aqui em Battlestar Galactica, não essa nova e derradeira temporada (que ainda não passei do terceiro episódio). Na verdade eu estava vendo essa foto aqui e me lembrei de Galactica. Sabe aquelas naves deles? Os Vipers? Pois então, eu estava pensando exatamente nisso. Eu lá, sozinho e sendo encurralado por Cylos furiosos, ligo o FTL e dou um pulo pra algum lugar totalmente randômico, só na esperança de sumir daquele lugar. Isso, fujo que nem uma pussy.

Aí eu paro num lugar como esse, nascendo o sol assim. Imediatamente começa a tocar Sunrise in Aries do God Is An Astronaut bem alto, como se toda vez que o sol nascesse nesse novo planeta alguma música assim tocasse. Aí claro os Cylons me encontram e fodem tudo. É legal divagar assim, que nem quando eu assistir Star Wars em VHS e não entendia muita coisa além dos sabres de luz, mas já sabia que o espaço é um lugar gigante e que eu queria me perder lá. É por isso que ser astronauta fica no topo das listas dos moleques, eles não sabem o que é aquele lugar escuro, não entendem muito bem o que farão lá. Mas tem a certeza a sensação de estar lá deve ser incrível.

A melhor coisa do espaço é que a gente pode ficar isolado num lugar tão longe e tão desconhecido que nem mesmo a gente se encontra. Como um cowboy que se move apenas por mover, no espaço eu iria procurar ficar tão longe e tão perdido que chegaria num momento sem volta, porque não teria pra onde voltar. Insignificância total. Just like now.

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Se você mora em Belém como eu seria uma boa ir lá no Café com Arte hoje a noite na FAST LOVE PARTY!, a festa de dia dos namorados do pessoal da Dançum se Rasgum porque eu e minha digníssíma senhora iremos tocar um set cheio de blueseria e fuck music ROOTS como nunca se viu nessa cidade.

Pode não funcionar bem na pista, mas vai agir DELÍCIA no teu desempenho da noite. Sou péssimo pra avisar essas coisas, mas taí, se você for lá eu te pago uma breja. Diabos, até duas.

Serviço: Dançum Se Rasgum Produciones traz a Fast Love Party, com show da banda Attack Fantasma, discotecagem de quatro DJs premiados + casais Se Rasgum e convidados e fotografias de Rodolfo Braga. A partir das 22h no Café com Arte. Ingressos: 10 dinheiros até a meia-noite e 15 após. Cuide bem do seu amor!

Hope y’all get laid tonight!

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Here is my band

01.06.2008 | 42, Nerdices

Vi um monte de gente fazendo e resolvi brincar também. Quem quiser, as instruções são essas:

1) acesse http://en.wikipedia.org/wiki/Special:Random - o título da primeira página aleatória que aparecer será o nome da sua banda.

2) vá pra http://www.quotationspage.com/random.php3 - as últimas quatro palavras da última frase da página formarão o título do seu disco.

3) acesse http://www.flickr.com/explore/interesting/7days/ - a terceira foto, não importa qual seja, será a capa do seu disco.

Pra mim deu essa banda de nome estranho metido à post-rock math. O som é como se Up-C Down-c Left-c Right-c ABC + Start resolvesse tocar de um jeito estranho tipo Battles. O disco em questão é um lançamento obscuro por um selo japonês com gravações dos primeiros ensaios da banda, quando ainda queríamos soar heavy metal e tudo mais.

2006

Bons tempos.

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Curto esse tipo de coisa aqui*. Explico. Sou um cara que cresceu baixando coisas e até hoje baixo-as todo dia. Música então nem se fala, sou o que sou por causa dos gigabytes que baixei durante anos. Já escrevi sobre música por dinheiro, essa mesma música que baixei.

Logo, esse tipo de anúncio besta me faz sentir como se estivesse no Scarface e no final conseguisse matar todos os capangas na minha mansão. Cometi um crime e continuo cometendo. Sou um fora-da-lei, um pária, o palhaço, o joker.

Mas continuo pois sou invencível. Ainda mais contra esse tipo de adversário.

*via tiagón

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Certa vez quando era criança a dublagem de algum programa de TV deixou escapar no momento do “to be continued” uma narração de “continua na semana que vem” ao invés do natural “no próximo episódio”. Achei muito estranho, o que iria acontecer, os personagens iriam ignorar o que aconteceu hoje no episódio de amanhã e semana que vem retomar a situação de onde parou? Parecia uma coisa bastante idiota de se fazer.

Foi aí que descobri que na gringolândia eles não assistiram os programas todo dia como a gente. Era uma cultura semanal, acostumada a passar uma semana esperando pra saber o que aconteceria no seu show favorito. Continuava parecendo idiota pra mim, se eles tinham todos os episódios como a gente por que assistir um por semana? Como eu queria conhecer um gringo só pra poder ligar pra ele e dizer “eu sei como o McGayver sai dessa. E nem te conto o que acontece no episódio depois desse”.

Aprender como funcionava isso foi uma daquelas coisas bestas que você descobre como funciona quando se é criança mas não conta pra ninguém por medo de parecer babaca que nem a fatídica pergunta do dinheiro (”se as pessoas precisam de dinheiro porque não fazem mais e dão pra eleas, pai?”). Acabou que assinaram TV a cabo em casa e comecei a assistir as coisas uma vez na semana - já achando estranho esse negócio de ficar refém diário de um programa. Pra você ver como a gente se acostuma com cada coisa.

E eu aqui esperando o season finale de Lost.

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Lock

Ontem reassisti Lock, Stock and Two Smoking Barrels, foi até mais divertido do que a primeira vez. Lembro bem, era ocasião do hype de Snatch e vários conhecidos imitavam aquele sotaque de cigano do Pitt por aí pra impressionar as meninas. Pra pagar de IN eu só fazia comentar do Lock Stock. Claro que eu não sabia porra nenhuma do que falava, era mais uma questão de saber as referências melhor do que os imitadores do Pitt, às vezes funcionava.

Confesso que entendia mais o Snatch do que o Lock Stock (principalmente aquele jogo estranho de poker que era praticamente o centro do filme!), mas era necessário negar isso diante das rodinhas de amigos. Muitas garotas dependiam disso (acreditava eu, apesar de isso nunca ter sido confirmado). Devia é ter treinado melhor o meu sotaque.

Pra você ver como eu não sabia nada a trilha sonora me passou batido. A trilha que tem duas faixas matadoras de James Brown (”The Boss” e “The Payback”) além de Stooges e Dusty Springfield! Mais uma vez eu conhecia mais as bandas que tocavam em Snatch. Corrigi isso com essa reassistida e com a trilha aqui tocando alto, vai ser só isso no Last.fm essa semana. Ritchie pode ter se perdido desde a época dos imitadores do Pitt mas fez bonito nessa trilha.

Agora posso cantar “I’m eighteen with a bullet” feliz e quase redimido das afirmações inflamadas que fiz anteriormente.

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Sem ordem de preferência aparente.

- Assisitir o resto dos episódios de Seinfeld.
- Pilotar um avião.
- Escrever um livro sobre zumbis.
- Trabalhar em um estúdio musical.
- Aprender a fazer café decente.
- Pular de bungee jump na Nova Zelândia.
- Assistir um show do Explosions in the Sky.
- Ir na premiere de um filme que eu fiz.
- Just walk aorund na Suiça.
- Escrever uma carta pro Warren Ellis.
- Ler mais de 60% dos livros que possuo.
- Dar pra Ela e pra mais pessoas o meu amor.
- Conseguir completar as palavras-cruzadas do jornal.
- Completar minha coleção de Vagabond e Sandman.
- And on and on and on. 42.

P.S.: Não, isso não é a porra de um meme. Essa do avião é bem coisa de moleque mesmo, na real qualquer coisa grande e que voe serve. Não se diz livro “sobre” zumbis, né? É livro “de” zumbis. Que seja. Na verdade eu queria um show do Pelican na mesma noite de um do Explosions, acho que nunca mais ia escutar música com vocais na vida. Mentira. A Suiça deve ser um saco, mas eu ia me sentir todo pateta andando por lá, visitando escritórios de design frios e pedindo estágio. Nunca que vou ler todos os livros, mas sessenta porcento é uma estimativa boa. Quarenta e Dois, gafanhoto.

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Slow Numbers

09.05.2008 | 42

You know, tem uma hora na madrugada que a internet parece parar. Não é bem uma hora, é um momento, não dá pra medir bem esse tipo de coisa. Mas dá pra sentir. É como aquele barulho que algumas pessoas dizem escutar. Tem um momento na madrugada que dá pra escutar o acender das luzes do modem e os sites parecem desabitados, as redes sociais vazias e até o twitter fica deserto.

Dá pra entrar nos perfis alheios em redes sociais e não ser pego no ato. Dá pra vasculhar os arquivos daquele blog e descobrir mais detalhes do autor. Dá pra olhar todos os produtos daquela loja virtual que você nunca compra nada mas sempre recomenda pros conhecidos. Dá pra adicionar novas fotos no seu flickr e tirar dez minutos depois. Dá pra postar naquele fórum gringo as coisas que você odeia. Coisas que você não faria durante o dia ou outros horários são perfeitamente encaixáveis nesse momento de suspensão de bytes. Um bug na matrix.

Dá até pra escutar a parte dois de I Know You do Morphine (que eu pronunciava morfáine e me ensinaram outro dia que é morfíne) no repeat ad infinitum enquanto você termina textos, faz planos que vai esquecer daqui a pouco e balança a cabeça devagarzinho.

Pena que acaba rápido.

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Why so serious?

23.01.2008 | 42, Filmes

O Coringa morreu. Ledger era um ator mediano e vai ser lembrado como um grande Coringa, vão chamá-lo de ”excelente ator” ao lembrar de sua indicação ao Oscar por Brokeback Mountain. Entre exaltações exageradas é certeza de que poucos a mesma aura que paira sobre Brandon Lee vai pairar sobre ele (e seus filmes) mesmo sendo atores tão diferentes.

Dark Knight agora caminha para ser o blockbuster do ano a passos largos e todos que previam como espetacular o Coringa de Ledger agora aumentarão o hype para proporções gigantescas. Mais uma vez a curiosidade mórbida vai encher os cinemas. A morte prematura do ator virou um grande golpe de marketing involuntário, tanto que de cara achei que a notícia tinha um quê de mentira e talvez fosse algo mais na ótima campanha do filme - uma piada de humor negro. Mas aí as notícias foram pipocando com mais detalhes, versões e o momento de aparecer o Batman na cena do crime passou.

É, sou um espírito de porco, estava esperando que ali no meio do auê aparecesse o Christian Bale (talvez o Gary Oldman), entre os CSI e os paramédicos e encenasse algo que no dia seguinte figuraria entre os blogs de publicidade como “mega campanha viral engana todo mundo”. O marketing me corrompeu e nem na morte mais eu acredito.

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