Vale registrar a volta da minha empolgação com Lost nesta quarta temporada. Se as duas anteriores conseguiram estragar um começo promissor com fillers intermináveis e pequenos mistérios que não eram importantes de verdade, tanto que ninguém lembra deles, esta temporada conseguiu reativar aquela tensão semanal de anos atrás. E essa tensão e empolgação surge com um tanto de alÃvio, entre tantas outras coisas a série foi aquela que iniciou-me no num novo ciclo de nerdices há quase quatro anos e apesar de temporadas sem graça e episódios ruins continuo gostando bastante da série e seus personagens.

O que eu precisava mesmo daquele episódio do Desmond pra fritar minha cabeça e provocar a leitura de blogs além-mar desenfreadamente. Nem o flashfoward do final da terceira temporada tinha sido tão interessante.
A introdução da viagem no tempo foi providencial, manteve os telespctadores casuais e reanimou os antigos que assim como eu só assistiam por inércia. Dentre tantas referências encontradas previamente na série arrisco dizer que a viagem no tempo é a mais empolgante de todas, dane-se o lostzilla. Como sempre para amparar o roteiro as referências vão de The Lorenz Invariant e o conceito de tempo e espaço imaginário passando por Minkowski, uma configuração matemática sobre combinações de dimensões que me foge completamente mas é teoricamente incrÃvel.
É claro que fico apenas na parte dos conceitos que li na wikipedia e o que encontrei na minha empoeirada coleção de Scientiffic Americans, no entanto são conceitos de alma nerd que empolgam este ecriba - assim como qualquer outro escriba nerd que você conheça. Nada como um pouco de pesquisa e leitura para poder entender aquela anotação no caderno do Faraday, de longe o personagem novo mais interessante que surgiu, ficando junto com o escocês brotha Desmond como os personagens mais legais da série. Que venham paradoxos temporais, dessa vez vale a pena acompanhar.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Foi o melhor episódio de Lost, não?
E engraçado que também foi o “menos” Lost, não?
Ainda bem que foi menos Lost. Do jeito que tava precisava de algo bem diferente mesmo.
Interessante é que nem foi uma abordagem “inédita” para a série, apenas um ponto de vista mais visceral sobre o tema (viagem no tempo).
Só queria que fossem mais afundo na questão do atraso cronológico da ilha e o exterior. Mas acho que o episódio não deu brecha para esse tipo de explicação.
De todo modo, foi um dos melhores de toda a série.