
Nem vou tentar dizer que é complicado demais entender I’m Not There mesmo lendo textos e resenhas sobre o filme porque posso focar apenas na trilha sonora. Vai demorar um pouco pra eu pegar a maioria das citações, das cenas desconexas e das referências que montam o mosaico sobre Dylan. Mas a trilha eu entendi muito bem na primeira vez, mesmo as canções que não conhecia. Não tem erro quando começa a tocar “Going To Acapulco” com Jim Jones gritando tristemente a bela letra, você entende mesmo sem saber quem é Dylan ou de que disco a canção vem.
E vai assim por todo o disco. Você pode não gostar de Pavement, mas Stephen Malkmus canta “Ballad Of a Thin Man”com um senhora banda de apoio que tem ninguém menos que Tom Verlaine, Nels Cline (Wilco) e John Medeski (Medeski, Martin & Wood) isso nem vai importar. O que fica é a canção clássica ainda mais avassaladora. Dá pra pegar todas as faixas e despejar elogios - Jeff Tweedy, Mark Lanegan (subindo ao status de força da natureza) e Cat Power são alguns que se diertem em cima das canções do velho bardo . Se você não assistiu o filme ou nem pretende, escute a trilha. Meu comecinho de ano é dela inteiramente.
Dylan pode parecer complicado demais, seu sei como é o sentimento. Mas é escutando uma canção por vez que vou entendo o meu Bob Dylan, que é bem diferente de qualquer um dos mostrados no filme. Deve ser assim pra todo mundo, eu imagino.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Dylan era e é um cantor único e, sobretudo é um homem com uma personalidade dificil de compreender. Por conseguinte, compreende-lo é tarefa dificil. O que Dylan pretende é que nos vejamos na sua idiossincrasia para nos entendermos a nós próprios.