Inside [ou] GORE
19.04.2008 | Filmes

A melhor forma de assistir esse Inside (À l’intérieur) é sabendo o mÃnimo sobre o filme do jeito que eu fiz. Apenas vi que tinha a Beatrice Dalle, possÃvel trama de horror e diretores franceses estreantes. Não sabia nada mais sobre o plot, não vi ver trailer ou screenshots. Dalle e horror já foi mais do que o suficiente pra despertar o interesse. Se for o suficiente pra você também, vá assistir o filme e volte pra ler o resto depois. Se não, espero não estragar tanto a coisa.
O complicado vai ser dizer pra vocês que Inside é o mais incrÃvel gore movie deste século sem entrar em mais detalhes. Tente lembrar daqueles filmes que iniciaram a mania slasher há mais de vinte anos, lembre as sensações que eles causaram na sua mente ainda nova no mundo mundo cinema de horror, como foi assustador ver Michael Myers caminhando imponentemente atrás de sua irmã desesperada. Quero que você tenha em mente essas sensações, seja com Halloween ou com qualquer outro filme que tenha feito as honras de abrir as portas do horror pra você porque é DESSE tipo de coisa que Inside é feito. Não é só um filme de horror para fãs ou aqueles calejados no gênero, é uma obra de arte cinematográfica que utiliza do horror para atingir a perfeição.
Tentando ainda deixar de lado mais detalhes - mesmo com a injeção absurda de hype que injetei no parágrafo acima - a grande qualidade de Inside é manter a trama plana, minimalista e focada em personagens que não necessitam de diálogos de duas páginas para se deifinirem na tela. No começo ainda há alguns cocoetes dos filmes de horror modernos e eu já estava me preparando para um uma velha trama requentada com twist esperto no final quando a coisa descarrilhou de vez e me deixou quieto.
Utilizando de poucos cenários e personagens os diretores Julien Maury e Alexandre Bustillo pulam do simples drama numa cena para um suspense sangrento na outra. E logo depois abrem a torneira de sangue de vez. Chega a ficar tão assustador que, sério, você vai tomar um susto ou virar a cabeça pro lado em algum momento do filme. E tudo isso sem precisar de artifÃcios bestas no estilo Hostel para “chocar” ou “impressionar” o telespectador. Apenas uma história terrÃvel sendo contada, sem aquela macacada de Funny Games de tentar teorizar sobre a violência no cinema. E cacete, é desse jeito que um filme de horror deveria ser, rápido, denso e não se preocupando em chocar ninguém enquanto conta sua história. Polêmica e discussões rasas é pra quem quer ganhar prêmios ou um remake.
O saldo final é uma experiência emocional de tirar o fôlego. Eu não sabia o que esperar e fui me surpreendendo a rodo durante o desenrolar da trama. É digno de todos os clichês que um resenhista pode utilizar, até daquele que você vai querer dormir de luz acesa.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Fiquei intrigado. Sabe dizer se já está disponÃvel em DVD?
Outra coisa, indiquei você e mais 4 caras para que façam uma listinha com 5 filmes incompreendidos por público/crÃtica.
Veja lá os meus.
Abraço.
Saiu em dvd sim, Luwig. Tanto que o rip que baixei foi de um dvd brasileiro, veio dual áudio em português!
O nome aqui ficou A Invasora.
Opa, obrigado pela indicação, verei já.