Poker em algumas linhas [ou] É por isso que jogo
25.07.2008 | Poker
- Sempre me interessei por cartas, não sabia exatamente qual o jogo mas as cartas sempre tiveram uma fascinação enorme pra mim. Só ano passado tive a oportunidade de aprender poker junto com amigos e então esse pequeno sonho de infância foi realizado.
- O começo foi estranho, aprender é fácil - a internet ajuda muito até certo ponto, mas é como dirigir: só pegando no volante que você consegue realmente fazer algo. Tem aquela frase sobre poker que é mais ou menos assim “é um jogo que leva cinco minutos pra você aprender, mas uma vida inteira para dominar”. É bem assim.
- Não jogo por causa de dinheiro. Poker não é isso pra mim. Não é sobre sorte ou azar. É sobre jogar, sobre as pessoas que jogam com você e sobre o que você consegue fazer com as cartas que tem na mão. E dá pra fazer muita coisa com um par de dois assim como quase nada com um par de ases.
- É com a vida, gafanhoto, pura e simplesmente. Você tem que jogar com o que tem para poder viver mais um dia, um mês ou um ano.
- Você se vê numa mesa cheia de jogadores, alguns muito mais experientes que você e tem que jogar com eles para conquistar a vitória, o dinheiro ou seja lá que você queira conquistar. O jogo é como mais versão mais simples da sua vida, cada mão jogada é um dia, cada aposta é uma decisão tomada e cada pote ganho é um objetivo conquistado.
- Não é um jogo de sorte ou azar, é um jogo de habilidade. Tem aquela outra história que alguns jogadores conseguem vencer mãos sem nem olhar as suas cartas. Isso é verdade também, por mais assustador e irreal que isso soe.
- Se você já se mostrou (merecidamente ou não) superior uma pessoa, conseguiu ser melhor do que ela em alguma coisa você está jogando poker mesmo sem saber. Essa é a beleza do jogo, te acompanha em qualquer momento mesmo longe das cartas.
- É sobre as pessoas. É você saber se deve confiar no que uma pessoa diz ou faz. Cada ação na mesa parte de uma decisão que você tomou. Não tem essa de perder tudo por causa de azar. Você escolheu esse caminho. Lide com isso. Ás no river é como ganhar na mega-sena: você tem chances, mas melhor não fazer dívidas já contando com isso.
- É um jogo de paciência, de espera e de saber aproveitar o momento e a sua posição em relação a outras pessoas. Saber o momento exato de correr um risco. Parece familiar pra você?
É por esses motivos e tantos outros que eu jogo. E que você deveria jogar também. Seja um vencedor.
6 ComentáriosKnight of Gotham
21.07.2008 | Geral
Anunciei no twitter com erros gramaticais e tudo: The Dark Knight é o Godfather dos filmes baseados em histórias em quadrinhos. Ia arriscar uma resenha, pra ver se conseguia falar do filme de forma diferente, mas deixa pra lá. Tem muita gente legal por aí escrevendo o que deve ser escrito, votando no IMDB e propagando que a atuação do Ledger é sim algo com um quê de sensacional e que finalmente o morcego teve o tratamento digno nas telas que merece um Cavaleiro Negro. De repente aquela idéia de ver o Eastwood como um Wayne aposentado não parece tão irreal.

Provavelmente falarei de alguns spoilers aqui, então tejem avisados. O que mais me surpreendeu durante a sessão foi o grau de envolvimento da platéia. Aqui em Belém sessões de estréia de grandes filmes nerds geralmente honram a tradição de grtaria, torcida e outras presepadas que só nerds conseguem fazer no cinema, como por exemplo cosplay. E nesse filme a casa estava cheia. Desde o trailer do X-Files (que vai ser bem meia boca, hein) até o momento que o coringa surpreende todos na tela a gritaria estava presente.
Normalmente eu ficaria um pouco chateado, mas dava pra entender, diabos, até eu queria gritar! Era o filme do morcego que todo mundo estava esperando. E a gritaria continou desenfreada, já que o filme é uma ladeira abaixo. Sabe a cena em que o Gordon aparece depois de dado como morto? Aquilo ali me arrepiou, teve nego batendo palma de pé. Ali naquela sessão estavam um monte de caras que pareciam entender o quanto o comissário Gordon representa. Isso me fez aproveitar bem mais o filme, é fato.
Não que precisasse desse clima de estádio. O filme não precisa de empurrão algum pra se fazer uma obra de primeira grandeza na tela. Na primeira vez que Bruce Wayne aparece na tela, abatido, se costurando e tentando se manter são você já sabe que o filme tem algo de diferente. O Coringa aparece só pra confirmar tudo isso, sádico e incontrolável. Perdeu marvete, é da DC o maior filme de super-heróis sem super-heróis.
2 Comentários
If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
