A Bunch of Old Men
26.02.2008 | Filmes

Os Coen levando o oscar com aquela cara nerd e prontos pra soltar um piada interna foi o que valeu a noite onte no Oscar. Aida bem que peguei o finalzinho e só vi o que interessa, melhor direção e filme. E os nerds ganharam, já disseram por aà que os geeks e nerds são cool hoje em dia, uma grande besteira, sempre fomos cool. Vocês é que não perceberam.
O final irretocável de No Country for Old Men causa discórdia e fúria por aÃ, eu sou daqueles que viu a perfeição no desfecho (ou falta de, já gritariam alguns). Mas vem cpa, era pra ser o que? Uma cena bem western com tiros e talvez alguma redenção amarga? Era para o Chigurh deixar sua presa ir embora ou morresse? Mesmo depois de várias passagens durante o filme explicitarem as intenções dos diretores não era pra se surpreender com a mão pesada com que terminam o filme. E qualquer um que já foi assaltado na rua ou algo parecido deveria entender muito bem o monólogo de Tommy Lee.
Mas quem ficou perdido no final ou esperava mais dificilmente mudará de opinião e eu que não forçarei a barra. Apenas espero uma chance para reassistir o filme e guardar o dvd na estante. Os oscars não fazem tanta diferença.
ComenteIt’s High Stakes
20.02.2008 | Poker

Semanas atrás encontrei um excelente tracker só com material de poker e pude baixar a primeira temporada do comentado programa da GSN High Stakes Poker, atualmente na sua quarta temporada. A premissa não é comum a outros programas do gênero, pelo menos que eu conheça: os jogadores compram a entrada inicial no valor mÃnimo de $100,000 do seu próprio dinheiro e jogam durante três dias no hotel Golden Nugget em Vegas sob as câmeras do programa. Para deixar mais interessante os jogadores são tanto medalhões como Doyle Brunson, Chan e Hellmuth quanto “amadores” como o dono do Lakers Jerry Buss. A mesa inicial tem uma formação no mÃnimo interessante.
Vários jogadores acabam assumindo posições diferentes e estratégias incomuns ao seu estilo por estarem jogando com seu dinheiro. Daniel Negreanu - que possui um estilo costuma me agradar - entrou na primeira mesa do programa com um milhão e jogou praticamente a temporada inteira agressivamente e perdeu vários potes altos em mãos incrÃveis. Nem preciso dizer que várias mãos interessantes foram jogadas, para um amador é uma aula das grandes e uma oportunidade de ver jogadores de forma diferente. Sem contar na diversão de escutar conversas de mesa que não teriam lugar em campeonatos.
Estou terminando a primeira temporada e pronto para começar a segunda. Prefiro bem mais esse tipo de jogo a campeonatos, ainda não estou na vontade de entrar nesse meio e ainda assisto tudo mais por curiosidade. No caso de High Stakes é diversão e curiosidade de ver um jogo fora do padrão com jogadores que estão ali pra uma boa partida e faturar uma grana.
*É estranho escrever sobre poker e traduzir certos termos, sinto que o texto fica deslocado, mas se for manter os termos e expressões originais bom, é melhor escrever em inglês.
Comente
Em novembro do ano passado a Paramount anunciou a compra dos direitos da graphic novel francesa The Killer (Le Tueur) e colocou ninguém menos do que David Fincher para comandar o projeto. Procurei saber o máximo da obra escrita por Matz e ilustrada por Luc Jacamon quando li a notÃcia mas não encontrei nenhuma edição disponÃvel além de páginas esparsas. Deixei no topo da lista sabendo que se Fincher estava interessado algo muito bom devia ter na história.
Finalmente dias atrás consegui as primeiras edições e reservei um disco de John Lee Hooker para escutar e um bom lugar para sentar. The Killer é sobre um matador de aluguel badass e metódico no auge do seu jogo (game funciona tão bem em inglês e fica estranho em português). Nada muito original pra começar, mas são os detalhes que chamam atenção. A narrativa é excelente e apesar de passar perto de vários clichês dificilmente entrega-se a eles, os painéis são montados com uma estética noir classuda que aproveita de enquadramentos afiados sem desperdÃcio. É uma bela simbiose do roteiro ágil e bem montado de Matz (que na verdade chama-se Alexis Nolent e trabalha na Ubisoft francesa) e Jacamon, que aproveita de tons claros e mostra grande habilidade para sequências de ação.
Uma ótima série que foi publicada entre 96 e 2006 na França e a partir de 2006 nos EUA pela Archaia Studio Press (na primeira edição tem a ótima tagline “a hardboiled noir chronicling one man’s journey through some seriously bad mojo”) em 10 edições. Para quem ficou curioso como eu há uma ótima animação interativa da Submarine Channel que utiliza da graphic novel original para fazer uma nova montagem e proporciona uma leitura interessante. Postei também um pedaço da primeira edição no FRAG!. Agora vamos esperar mais um grande filme.
Comente
If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
