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Comecei a ler DMZ de Brian Wood, o mesmo autor de Demo. Seus primeiros trabalhos são conhecidos por serem politicamente engajados e para fugir da fama Brian mostrou-se versátil com títulos como a própria Demo onde exercitou - e diga-se de passagem, muito bem - outro estilo de roteiro. Em DMZ ele faz um crossover de ficção de guerra e política, voltando pro que sabe fazer melhor. Coisa fina que une a sua vertente liberal, planfletária e com toques gonzo com seu fanatismo por estados de caos.

A causa da do começo da situação atual não é revelada, mas logo sabemos que os EUA estão divididos e em plena guerra civil entre os auto- proclamados “Estados Livres” (ou a Demilitarized Zone do título) e o oficial “Estados Unidos da América”.

Este cenário está armado numa Manhattan quase destruída por conta das guerrilhas civis e dos conflitos entre o exército e as forças de resistência. A arte de Riccardo Burchielli é suja e rápida com traços pesados monta o ambiente caótico com um quê de filmes do David Fincher que deixa as coisas realmente interessantes de se ver.

No meio disso Matthew Roth segue para a DMZ junto com uma equipe de reportagem durante o “cessar- fogo” como estagiário (não-remunerado) foto-jornalista e responsável por equipamentos. Ao pousar sua equipe é fortemente atacada deixando Roth como único sobrevivente num ambiente ainda hostil. Ignorante e perdido é ajudado por uma espécia de enfermeira local e descobre que os horrores espalhados no outro lado sobre a DMZ são apenas conversa de guerra. É o começo de seu trabalho de verdade.

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Depois de analisar melhor o cenário Roth vê que encontrou uma oportunidade de fazer algo que ele realmente quer fazer e decide utilizar o resto do equipamento e atuar como jornalista independente enviando material para o outro lado - mostrando a realidade dos Estados Livres. Aí que a coisa fica intrincada (e foi aí também que parei de ler pra vir postar aqui).

Um jornalista (ex-estagiário) numa zona de guerra pouco conhecida: é a deixa para Wood escrever diálogos políticos e pop ao mesmo tempo e explorar a atividade de Roth mostrando como é complicado retratar uma guerra, ainda mais uma interna e com o mínimo de tolerância entre os dois lados. São dezesseis edições lançadas, li até a oitava estou gostando demais. Se fechar bem a história logo deve ganhar o selo de essencial aqui em casa.

*update: no Vertigem tem até o número seis em português.

  1. Ian. em 24.03.2007
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    você mostra o doce, fala do sabor e do cheiro, e não fala onde é a doceria para eu tentar pegar um pra mim enquanto o dono não vê??? a fonte. eu quero.

    abraços.

  2. renmero em 24.03.2007
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    HAHA, foi mal Ian, já fiz o up no post :D

  3. Bunker » Anatomia de um Jornalista em 14.04.2007
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    [...] Lendo as edições traduzidas de DMZ notei coisas que não tinha percebido antes. Em dado momento Matthew Roth começa a tentar entender como o conflito todo começou, diz que nunca gostou de acompanhar política e ironicamente está no meio de tudo sem proteção alguma além da palavra PRESS escrita em sua camiseta, ignorante à real razão de uma guerra estar acontecendo. [...]

  4. Bunker » Mais Pixel [ou] DMZ em 02.10.2007
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    [...] #6 da Pixel Magazine que está nas bancas há poucos dias tráz a primeira edição de DMZ, que já falei sobre um tempo atrás. É um dos títulos mais novos da Vertigo que valem a pena acompanhar, a [...]

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