Uma boa supresa [ou] Fracture
29.08.2007 | Filmes

Gosto de filmes ou séries de tribunal - mas não chego a exageros estilo McBeal ou coisas do tipo, veja bem. Em filmes como esse um bom roteiro e direção segura fazem toda a diferença, ou pelo menos aquela diferença necessária que o separará dos outros do nicho. Em Fracture as diferenças são sutis e bem pontuadas como a calmaria do diretor Gregory Hoblit em segurar as cenas de reviravolta (que obviamente existirão) e extender os diálogos de forma elegante e sem perder o interesse é um ponto alto do filme. Poderia dizer que Antony Hopkins também fez sua parte muito bem mas o velho já não é mais um ator, é uma força da natureza.
Como um promotor ambicioso Ryan Gosling pega o caso de tentativa de assassinato cometido pelo engenheiro Ted Crawford (Hopkins) como o último de sua carreira na promotoria antes de entrar num escritório corporativo. O caso chega nele praticamente ganho, com evidências e até uma declaração do suspeito. Porém aos poucos as evidências vão caindo e o plano inteligente de Crawford aparece - quando o caso chega no tribunal simplesmente não tem como acusá-lo de nada. Roteiro esperto e que utiliza bem suas possibilidades e dois atores empenhados deixam o filme gostoso de se ver. Não é preciso assistir uma obra-prima todo dia, às vezes duas horas de um filme excelente são o bastante.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Mas diga-me, foi só impressão minha ou o “Ted Crawford” de Hopkins está sempre prestes a pular na jugular de Gosling para resgatar velhos hábitos (aka H. Lecter)?