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Planetary é o que pode-se chamar de épico dos quadrinhos modernos. Warren Ellis e John Cassaday misturaram física quântica, pulps, cinema japonês e sabe-se lá o que mais de referências numa história original e que reverencia grandes ícones da cultura pop do século passado. Parece que antes do século passado terminar Ellis resolveu escrever sobre (quase) tudo que considera indispensável na cultura pop.

Numa de minhas histórias favoritas (publicada em Planetary #13), que se passa num flashback no começo do século XX, o protagonista Elijah Snow encontra dentro de um castelo na alemanha o mapa para a central da Conspiração, uma organização de pessoas excepcionais que se juntaram para ajudar a humanidade e que guardam segredos de um século inteiro de atividades.

Até aí tudo bem, porém o castelo não é apenas um lugar normal, é claramente o mesmo lugar onde um certo doutor fez experimentos científicos que resultaram em Frankenstein e a “Conspiração” nada mais é do que o grupo outrora conhecido como Liga Extraordinária, escrita por Alan Moore (outra obra que também utiliza diversas referências para criar algo absurdamente excelente) e chefiada pelo detetive Sherlock Holmes. O próprio.

O encontro de Snow e Holmes é sem dúvida uma das melhores cenas já feitas em quadrinhos, e isso não é palavra de quem cada vez mais admira o trabalho de Warren Ellis, falo aqui como quem cresceu lendo as histórias do detetive da baker street. Em 2006 a Wizard colocou a história em seu ranking “The 100 Best Single Issues Since You Were Born” na posição 20. Atualmente a Pixel publica as histórias de Planetary na revista mensal Pixel Magazine.

  1. Luwig em 31.08.2007
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    Rapaz, essa com certeza está entre as melhores, mas que eu tenho uma tara lisérgica pela #21 isso é lá bem verdade. Aliás, ela merece ser lida ao som incessante de Stairway to Heaven do Led Zeppelin ou Revolution dos Beatles.

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