bunker

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Estava lendo um texto na Rolling Stone (que a cada mês fica mais chata e desinteressante) e não sei porque raios me lembrei de Hurtmold, a única banda brasileira que posso chamar de “melhor”. E prontamente a melodia de Assopro vem lá do fundo da cabeça num crescendo e pronto, o dia inteiro será eu cantarolando, batucando e fingindo assoviar a canção. Coisa que só acontece sei lá, com Teenage Fanclub e aquelas faixas quilométricas do Zeppelin, te mete a escutar discos sem medida e teu cérebro fica assim, gafanhoto.

A primeira vez que escutei Hurtmold foi numa daquelas coletâneas obscuras gringas e lá pelo meio tinha um gingado diferente, uma suíte jazz que me chamou a atenção. Só fui saber que era uma banda brasileira ao ver os títulos dos discos, daí foi um passo pra escutar direto aquela que tomaria o posto de mais sensacional coisa brasileira que escutei em anos. Um post-rock classudo, pop e porque não dançante, coisa fina - que apesar de uma certa ressonância na crítica não chega a um público maior. Pelo menos pra me lembrar disso a Rolling Stone serviu.

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