bunker

Por incrível que pareça demorei pra assistir Straw Dogs, da conhecida cena do estupro e da “reviravolta do homem pacato” de Dustin Hoffman. Dos poucos filmes de Bloody Sam que vi esse é aquele que carrega mais a mão pesada, até que ponto um homem aguenta antes de virar a mesa? Divertido, icônico e dono de um belo pôster. Mesmo assim ainda fica um gosto estranho nesse filme. As cenas são bem feitas mas os diálogos são terríveis, não fluem, não parecem diálogos de verdade, plásticos demais. Pode parecer ataque contra o medalhão, mas não consigo gostar desse modo estranho de filmar diálogos.

Essa semana assisti também o documentário Going To Pieces: The Rise And Fall Of The Slasher Film. Traçando a linhas ascendente do gênero na década de 80 com os clássicos Halloween, Jason e A Nightmare on Elm Street, passando (rapidamente) pelos filmes italianos e mostrando como a indústria banalizou o gênero e praticamente o matou até a sua renovação em meados de 90.

Entrevistas interessantes e egocêntricas com Cronenberg e Wes Craven (que descaradamemte assume que renovou o gênero com Scream). Pra quem tem curiosidade é bacana conhecer um pouco da história do gênero que antes de render milhões era execrado por grandes estúdios. O documentário não mostra bem a parte mais trincada do negócio e fica só passando pelos pontos mais óbvios, porém faz jus á história recente do gênero e seus sub-gêneros.

E por fim, parafraseando Calvin não gosto muito de noites de domingos pela lembranaça que preciso aprontar tudo pra segunda-feira. É agora que costumo carregar o mp3 player com alguns discos que suprirão a semana. Descobri há pouco uma banda que poderá ganhar os fones dessa vez: Clutch. Blues rock ganchudo e delícia.

I get satisfaction everywhere I go.
Where I lay my head - that’s where I call home.
Whether barren pines, or the mission stare,
Take tomorrow’s collar and give ‘em back the glare

Como um amigo disse “negócio pra ser realizado é ter um power trio e uma big band”.

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