bunker

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Continuando a minha rampage de leitura de quadrinhos dos últimos tempos cheguei em Kill your boyfriend, de Grant Morrison e Philip Bond. Plot bastante simples: garota conhece garoto e os dois misturam a vontade de conhecer o mundo de um e a filosofia anárquica do outro e saem pela Inglaterra fazendo o que querem, incluindo matar o namorado da garota. “Shake a person up enough and what they thought was a personality starts to separate. We can be anything.

O tom subversivo do texto de Morrison guia o leitor rapidamente pelas sessenta páginas da Hq que assemelha-se bastante com a história de Mickey e Mallory Knox, os assassinos daquele filme de Oliver Stone. Entre questionamentos juvenis (”I bet Plato didn’t ever suspect he’d stop me watching Top of the Pops.”) e diálogos sobre a liberdade sem lei (”We believe the only true art objects are the gun and the bomb.”), Morrison não perde tempo para criticar o que puder, de política a arte e fez uma história que acabou virando referência para diálogos pop em quadrinhos. Divertido, instigante e diferente de grande parte do que se vê por aí, mesmo tendo sido publicada em 1995, o título é um pequeno clássico na carreira do roteirista.

  1. Luwig em 31.08.2007
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    Cara, não sei você mas a primeira imagem residual que vem a minha cabeça quando escuto o nome “Grant Morrison” é sua clássica “O Evangelho do Coiote” - lida por mim mais de 10 vezes (no sentido normal ou de trás pra frente).

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