Pela quantidade de posts sobre hqs nos últimos tempos dá pra notar que voltei a lerquadrinhos com mais frequência. Tinha esquecido que era tão bacana e que durante os anos que passei lendo esporadicamente a pilha de coisas novas foram aumentando. Voltei agora com tanto material novo pra ler que os autores que conhecia - os que eram da minha época de leitor assÃduo - já viraram dinossauros.
E ler quadrinhos é uma atividade que posso juntar imagens, textos, música e ainda estar relaxado ao extremo. Minha primeira leitura nesses moldes foi a alucinante mini de Grant Morrison chamada Kid Eternidade. Naquela época eu nem tinha muitas mp3, ainda escutava discos emprestados e uns poucos comprados em loja e estava engatinhando na leituras de hqs. Um tio meu chegou com o encardenado no mesmo dia em que tinha pego na casa de um amigo uma coletânea genérica do Jimi Hendrix.
E foi com Hendrix tocando um blues elétrico que a trama de Kid Eternidade me dopou, não é preciso elogiar aqui o traço do Duncan Fegredo e de que forma ele contribuiu na minha viajem. Só vendo mesmo a hq pra saber do que tô falando. A primeira página ficou grudada na minha mente por anos. Nunca tinha visto uma história em quadrinhos começar desse jeito.
E agora eu continuo com velhos hábitos, por exemplo na DMZ eu estava escutando Silversun Pickups direto. Não foi uma combinação visceral como a do Kid Eternidade, mas ei, nem tudo é perfeito. Os tÃtulos estão prontos aqui, junto com a minhas traduções e re-leituras obrigatórias. A nerdice nunca acaba.
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