House - Blues de branco
10.06.2007 | Séries

Terminei só agora de assistir a terceira temporada de House, acabei deixando episódios acumularem na empolgação de ver outras coisas. Foi até bom pois pude avaliar calmamente esta terceira temporada.
A desconstrução do personagem que tomou grande parte da segunda temporada deu lugar para um novo ângulo de ver o personagem nos episódios inicias com House “curado” de sua perna e em plena atividade fÃsica e consequentemente intelectual e social. Foi um respiro - como se para mostrar uma outra faceta de House só visÃvel sem o empecilho da perna - antes de tudo voltar ao normal. E por normal pode-se dizer com conflitos cada vez mais acirrados, danos irreversÃveis nos personagens e tramas dignas de HBO, e ei, isso é um elogio imenso!
Alguns episódios fracos impediram o bom fluxo da temporada. Talvez por ser a primeira vez que acompanhei semanalmente e não em maratonas de dvd pude notar que certos episódios não encaixaram-se bem no contexto geral. Pequenas tramas com conotações dramáticas numa tentativa de quebrar o caráter inabalável de House foram amplamente usadas na segunda temporada e a repetição tornou-se um problema nessa terceira.
Claro que tivemos episódios extraordinários. Dessa vez já conhecemos House e os roteiristas optaram por não desenterrar o passado, coisa comum na TV da gringolâdnia, e sim testar as relações entre os personagens até o máximo. Foi ao mesmo tempo assustador e interessante - em vários momentos um House melancólico tomava lugar na tela. Os diálogos continuaram brilhantes da forma caracterÃstica da série, com referências pop, sarcasmo impiedoso e a integridade exemplar que os roteiristas tratam os personagens, coisa rara no esquemão de TV norte-americanco.
Não foi uma temporada hiperativa como a segunda ou fundamental com a primeira porém teve momentos belos (ou hilários como a nova bengala de House) e um season finale que mais uma vez colocou na mesa a questão de House versus deus, gerando a melhor frase da temporada: “I better not see you praying! I don’t want to have to fight for credit on this!”.
Continua uma série acima da média, divertida, com roteiros excepcionais e personagens interessantes, porém o abuso de certas manias tradicionais (como sempre criar um “romance” ou a necesidade constante de antagonismo) prejudicou esta terceira temporada. Mas é pouco para atrapalhar um show tão bom. E vamos ao quarto ano.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Assisti a um, e apenas UM episódio de House até hoje, não tenho TV a cabo. ;[
Achei do caraleo, era o episódio do Cigano lá.
Quando eu comecei a ver a série, pouca gente conhecia, e a audiência lá nos Estados Unidos nem era muito grande. Hoje, é uma das séries mais populares mesmo no Brasil e mesmo passando num canal com pouca tradição como o Universal, e lá na gringolândia ela é lÃder entre todas (ajudada também por passar após American Idol).
Qualidade funciona. Tenho fé nisso.