Hopeless romantic [ou] Richard Hawley
01.09.2007 | Discos
Assim como no fim do ano passado passei meses escutando Coles Corner (que tentei escrever sobre aqui) vou ficar bons meses escutando Lady’s Bridge, quinto álbum deste senhor chamado Richard Hawley, conhecido apenas por ter tocado no Pulp - injustamente, já que sua carreira solo é nada menos do que excepcional e na minha opinião bem melhor do que sua ex-banda. O nome do disco é referência à Sheffield, sua cidade natal na Inglaterra, assim como os nomes de seus dois discos anteriores (Lowedges e Coles Corner).
Hawley canta as canções que eu escutaria pelo resto da vida. Com sua voz grave, entoada como um Cash mais boêmio ou um Elvis que nunca deixou de ser romântico ele canta sobre perdas, reoconquistas e sobre o amor que tanto acredita sempre com arranjos melodiosamente irresistÃveis e refrãos que não deixam a alternativa de não cantarolar junto. Como Costello certa vez disse existem poucos temas e poucas notas para um músico uma canção, mas parece ser o bastante. Hawley prova isso em 11 canções e pouco mais de 48 minutos.
Como sempre as letras continuam belas, na faixa de abertura “Valentine” ele canta “Bring me to the light of the morning / And take me through this night till the dawning / Oh I see a warning in your eyes” com aquele tom alto e poderoso de trovador que sabe o que está cantando, mais na frente em “Dark Road” ele setencia “It’s a long dark road, that I call my home” como se nunca tivessem escrito canções desse tipo. Não há muitos músicos por aà que ainda fazem discos assim.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
