Good, Better, Best, Bested
24.01.2007 | Filmes

Assisti este final de semana Who’s Afraid of Virginia Wolf, primeiro filme do velhote Nichols diretor do excelente Closer.
Não conhecia nada da peça original e me espantei com a roliça Elizabeth Taylor num papel insuportável como esposa do com o cÃnico e arrogante Richard Burton - ótimas atuações. Simpático mesmo só o personagem de George Segal, que é idiota, mas Ãntegro.
É um filme justamente sobre essas pessoas que não se suportam, e nesse caso são dois intelectuais cheios de ironia adolescente. Acho que foi por isso que não me agradou, intelectuais imaturos raramente ficam bem na tela, e o que salva aqui é a qualidade dos atores apenas, o roteiro apesar de ótimos momentos não tem um ritmo digerÃvel.
You take the trouble to construct a civilization, to build a society based on the principles of… of principle. You make government and art and realize that they are, must be, both the same. You bring things to the saddest of all points, to the point where there is something to lose. Then, all at once, through all the music, through all the sensible sounds of men building, attempting, comes the Dies Irae. And what is it? What does the trumpet sound? Up yours.
O filme é arrastado, pesado, cheio de diálogos com múltiplos sentidos que cansam após a primeira hora, o que o roteiro tem de interessante começa ficar monótono. Mesmo com a as linhas onde Taylor e Burton trocam sarcasmo garantindo ótimas risadas não tem como aguentar cenas como aquela fora do resturante - sonolenta e histéria, se a intenção era ser dramático e pesado, apenas fica entediante. Coisa de teatro, por isso fico longe deles.
Comente
If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
