Dark Passenger
19.10.2007 | Séries

A segunda temporada da sensacional Dexter chega no terceiro episódio (An Inconvenient Lie) resolvendo as tramas da primeira e finalmente mostrando quais rumos a série vai tomar agora. Confesso que ainda fico arrepiado quando aquela musiquinha de suspense toca, não me acostumei ainda. O Dexter de Michael C. Hall continua um personagem frio, com humor bizarro e que lida com tudo que não lhe é normal de forma inusitada - e o que não é normal pra ele, que é um born natural killer, é de certa forma muito comum para todo mundo. É como ver as impressões de um verdadeiro outsider acerca de tudo isso que chamamos de cotidiano.
Nesse episódio tem uma ótima cena onde Dexter resolve usar as reuniões do Narcóticos Anônimos como uma espécie de confessionário para sua personalidade macabra. Seria o equivalente às sessões de terapia de Tony Soprano. Só que Tony era um personagem que não aceitava a imposições vindas de outras pessoas e não conseguia lidar com sua personalidade compulsiva. Dexter absorve tudo de outra forma e sempre busca entender as coisas de seu modo. Para ele é preciso um esforço colossal para viver no mundo como as outras pessoas e é fundamental conhecer sua própria natureza para fazer isso. Uma natureza não muito comum, vale dizer.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Há algum tempo eu tenho vontade de ver a primeira temporada de Dexter. Mas me dá uma preguiça acompanhar seriado…
Michael C. Hall é um ator excelente. Pensava que tardaria até conseguir identificá-lo em outro personagem que não fosse o de Six Feet Under, mas sua personificação como Dexter é sensacional.
Marcus, Dexter funciona ainda melhor se você assistir de temporada em temporada.Fiz assim com a primeira e tô meio que deslocado com a segunda. Vou acabar deixando alguns episódios acumularem de vez em quando,
Ina, eu tinha a mesma resistência com o Hall, mas logo no primeiro episódio mal lembrava de Six Feet Under. Grande mérito da série é dele.