Bohren & der Club of Gore
17.11.2007 | Música

É como uma velha tradição no meu cÃrculo de conhecidos no messenger de vez em quando nos mega-chats alguém fazer propaganda de uma banda estranha, pouco conhecida e que reúne caracterÃsticas que todos ali presentes vão gostar - saber fazer isso direito é complicado, não é toda banda que emplaca. Essa semana o burburinho foi sobre Bohren & der Club of Gore, que me ganharia pelo rótulo de doom-jazz-ambient se em rótulos eu acreditasse. Ao escutar o terceiro disco (de 2000) chamado Sunset Mission até que doom jazz pareceu algo real e não uma associação bizarra de Coltrane e Jesu.
Faixas longas, climáticas e que remetem a uma demorada cena de algum filme noir alemão que me foge à memória. Não raro o clima de filme de terror lembra as cenas onde Hannibal Lecter resolve brincar com a jovem Clarice. A discografia é irregular e pouco acessÃvel, mesmo escutando há dias eu só consigo gostar mesmo de Sunset Mission e de faixas esparsas dos outros quatro discos da banda. Faixas de vinte minutos não são exatamente algo que quando terminam você lembre o começo. Para quem for se aventurar esteja avisado de que o sax sofrendo para se sobrepor ao clima denso de “Painless Steel” é uma das coisas mais tristes de se escutar.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.

Esses rótulos são mais estranhos que filhotes de cruz-credo: Jazz-bundy-doom-psych-sick-ass-pooh-jazz; essas músicas há tempos estão precisando de um pai, coitadas, vide a imensidão dos nomes.
Mark Sandman sorri no inferno.