bunker

Acabei de assistir Antikörper, thiller alemão de 2005 que pode ser encaixado no nicho recente de ótimos thrillers europeus. Mas Antikorper deixa um gosto estranho no final.

Seria apenas mais um filme de serial killer com diálogos pesados e questões sobre assassinato com uma dessas histórias que pintam os assassinos como seres sobrenaturais se o diretor Christian Alvart não fugisse desse estigma rapidamente (“what do you expected, Hannibal Lecter?”) deixando o tema esperado um pouco de lado para mostrar que em teoria o mal (ou agir de forma ruim) é como um vírus, e que pode ser passado de pessoa pra pessoa, basta saber como.

Acompanhando um policial do interior que se envolve no caso de um grande serial killer recém-capturado o filme tem ecos do já citado Silêncio dos Inocentes e Se7en, porém utiliza essas referências com sabedoria e rende cenas onde a tensão só não explode por um fio. O mais estranho do filme é justamente isso: a tensão não chega a dar lugar para a fúria. Há um contenção que parte de algum lugar para cada personagem. É por isso que fica um gosto ruim. O filme consegue provar sua pequena teoria com certo sucesso.

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