Li há pouco Tag, minisérie em três partes de Keith Giffen e Kody Chamberlain que conheci porque os companheiros do Vertigem começaram a traduzir. Não precisou mais do uma premissa interessante e a arte de Chamberlain para me chamar atenção. Um casal briga na rua e alguém que parece um mendigo encosta no homem e diz “tá contigo” como numa brincadeira de pega-pega e então o homem morre. Ou quase. Clinicamente morto ele anda e fala normalmente, não precisa respirar e seu corpo começa a se deteriorar. Um pequeno conto de horror se inicia, para ser mais especÃfico um conto de zumbi.
A história desenrola-se enquanto Mitch, o contaminado, procura saber o que está acontecendo e tenta não brigar com sua namorada Izumi. Giffen consegue guiar bem a trama como num filme de horror, não esquece de trabalhar os personagens e mantém o interesse no plot sempre crescendo misturando a verborragia de Morrison e a velocidade de Steve Niles sem parecer plástico demais. Das novas HQs de terror que aparecem nos últimos anos Tag é das mais interessantes e que não recorrem a mais do que alguns personagens e trama bem trabalhada. Perfeito para ler numa tarde nublada de sábado.
Como era de se esperar a Universal já comprou os direitos da obra para o cinema e uma continuação já foi publicada. As duas primeiras edições traduzidas já estão no Vertigem com trabalho gráfico impecável de Dews e a qualidade de scans de sempre.
1 Comentário
Consegui os DVDs da quarta temporada de The Wire após ter desistido de baixar os episódios em praticamente qualquer tracker que encontrei. Estranho o que acontece com a série, é uma das melhores atuais (senão a melhor) da HBO, recomendada por todos que já assistiram e com crÃticas elogiosas em todo lugar porém mesmo assim as campanhas publicitárias do canal são fracas e a audiência lá fora é inexpressiva - só agora para a quinta e final temporada que estréia agora em janeiro que o canal começou uma campanha maior almejando o Emmy ou reconhecimento maior. Muito pouco para o que The Wire é e pela marca que vai deixar no filão de séries policiais.
O maior problema da série é que ela não faz amigos. Não tem fim de temporada com cenas de alÃvio e de olha-como-tudo-deu-certo-no-final, os roteiristas tomam a contramão do esquemão e entregam uma temporada que deixa um gosto estranho no final porque as coisas mostradas ali são reais não importa o lugar, pode ser em Baltimore ou aqui no Rio de Janeiro - mudam os jogadores mas o jogo é o mesmo. É como assistir filmes de Peckinpah ou até mesmo de Spike Lee, não tem perdão ou saÃda fácil na maior parte das vezes para os personagens que vivem no jogo, seja o traficante de alto nÃvel que se acha um CEO de alguma empresa ou o Chefe de PolÃcia que resolveu legalizar as drogas no seu distrito.
Já falei algumas vezes sobre a série aqui, logo que assisti o primeiro episódio previ que aquela era uma série diferente e que merecia atenção, na segunda temporada declarei minha fanboyzice e agora nesta quarta continuo com ela lá no topo da minha lista e esperando a última temporada de um dos melhores shows que já assisti.
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