bunker

Capa do discoJá não bastasse fazer parte do Wilco, os multiinstrumentistas John Stirratt e Pat Sansone (que já produziu discos do Josh Rouse) ainda tocam seu projeto pararelo chamado Autumn Defense como quem não quer nada - e os discos saem sem muito alarde, recheados de canções bonitas. Pra você ver como o Wilco é uma banda abençoada.

Com esse tipo de álbum eu ligo o sempre amigo botão repeat o dia inteiro e toco o country calmo e bucólico com ares de Neil Young das antigas (como se eu fosse muito velho pra dizer algo assim) do duo até sem perceber começar a contarolar as letras junto. Vale dar uma olhada no vídeo da bela Spend Your Life, tocada num programa de TV, aqui tem mais vídeos do mesmo programa e entrevista com a banda.

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Vanishing Point

Algumas semanas atrás saiu o DVD de Death Proof, a brincadeira exploitation do Tarantino que se não é um grande filme ao menos serviu pra uma coisa: eu correr atrás de Vanishing Point. Não tinha associado o Dodge branco de Kowalski com algo além daquele clipe do Audioslave antes de ver o filme e agora, bom, agora o filme entrou no top 10 que guardo na cabeça - ao menos por enquanto, sabe como é empolgação, faz tudo parecr bem melhor do que é. Caramba, como é bom.

Vai demorar um bom tempo pra tirar a imagem do last american hero e seu Challenger branco da cabeça. Se o Tarantino só continuar fazendo filmes que façam a gente revirar coisas do passado pra mim tá de bom tamanho. Não vou entrar em discussões que envolvam o termo “mestre” , “cult” ou seja lá como chamem o homem hoje em dia. Vou catar as referências e me divertir com o que é bom. Pensando ingenuamente talvez seja isso que o diretor queria desde o começo.

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The Thrills

Faz quase duas semanas que escuto direto o último disco do The Thrills, Teenager, não que ele seja muito bom ou genial, na realidade tem algumas faixas até um pouco chatas e que merecem um next no player. Mas o problema é que sou um coração mole, daqueles que não tem coragem pra ficar passando as faixas do disco só pra poder escutar mais uma vez aquele refrão meloso. E como esses caras gostam de uns versos bem doces! Nesse disco abandonaram mais o instrumental pesado com várias cordas e barulhinhos para se concentrar no básico do pop ensolarado que tocam. Nada de firulas de estúdio, eles devem ter pensado, vamos tocar só com o básico em cada canção e nos ater aos refrãos. Ótima escolha, eu diria, se estivesse lá.

Pra quem padece de um coração mole de vez em quando (quiçá todo tempo) como este escriba, o disco tem boas chances de acompanhá-lo por semanas até perder um pouco da graça ou a crise de fofura passar. Enquanto isso minhas caminhadas matinais vão ficando um pouco mais assoviáveis.

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ishallexterminate.jpgAlguns anos atrás o Electric Six era the next best thing em todo lugar com o Hit “Danger! High Voltage” e virei fã tanto pelo som deles ser pra escutar alto nas noites de sábado quanto por ter sido um dos primeiros dicos que baixei no começo das minhas aventuras pelo mundo do p2p quando Soulseek era a minha biblioteca. O álbum de estréia era insano na mistura de disco com guitarras altas e letras sacanas, as apresentações ao vivo também eram poderosas e os videoclipes eram engraçados. O Electric Six tinha tudo pra ficar nos holofotes. Não ficou.

Dois discos foram lançados sem alarde (Señor Smoke e Switzerland) e a banda sumiu. Apesar de algumas faixas bem bacanas, os dois discos são um poço de mesmice que não conseguia manter o pique da estréia. Mas parece que a sorte vai mudar pro Electric dessa vez com o lançamento de I Shall Exterminate Everything Around Me That Restricts Me from Being the Master (melhor título do ano!) que possui uma trinca de abertura pra ser escutada sem moderação (”It’s Showtime”, “Down at McDonnelzz” e “Dance Pattern”). As longas 16 faixas acabam desviando um pouco a atenção de mais canções bacanas como “Dirty Looks” e “Randy’s Hot Tonight” - dava pra fechar em 10 e ter um disco mais redondo. Pouca gente vai escutar e nas festas não vai fazer muito sucesso. Mas coitados dos meus fones de ouvidos e dos vizinhos.

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Fragmentos

20.09.2007 | Internas, Nerdices

fell

Às vezes tenho vontade de postar aqui uma ou outra passagem de algum quadrinho que li e por certas limitações como tamanho da imagem ou layout acabo não fazendo. Criei o FRAG! (sou horrível com nomes) para acabar com esse ”problema” de não ter onde colocar pedaços de histórias em quadrinhos que achei interessante. Movido a Wordpress (claro) e Flickr, encontrei um modo bacana de postar imagens grandes sem destruir minha banda e extravasar meu lado nerd de colecionar referências.

Pode colocar nos bookmarks.

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Alguns textos meus  publicados aqui no Bunker ou no Dois Discos estão lá no blog de música da Samsung já faz algum tempo -  em breve material novo também vai ser publicado. Conto com a companhia dos anfitriões Phelipe Cruz, Inagaki e o grande compadre Ian nos posts sobre música e MP3. É como o Daniell diz quando fala sobre o Morfina “Também estou no Morfina, mas tem gente muito melhor lá”.

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O Homem

Porque esse ano tem Coppola depois de quase uma década sem filmes novos e para quem assim como eu nunca assitiu um filme dele no cinema vai ser um presente, daqueles. O teaser é lindo.

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Finito

13.09.2007 | Filmes

Visitando algumas galerias no Flickr, um passatempo perfeito para preencher aqueles minutos antes de sair de casa, encontei um álbum só com screenshots de finais de filmes. Muito interessante (e angustiante quando não consigo reconhecer algum). Tem coisa que a gente só encontra mesmo na internet.

finais.png

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foo.png

Não tem jeito, essa semana aqui em casa é do Foo Fighters. Após a descaralhante apresentação no VMA com convidados do naipe de Josh Homme e Lemmy entre Gnarls Barkley e Mastodon (!) domingo passado que valeu o VMA inteiro (que mané Britney, seu fanboy) vazou hoje o novo disco chamado Echoes, Silence, Patience & Grace para deleite dos incautos como eu que estavam aguardando até o dia 25 para poder escutar as faixas novas. Não é a versão oficial, mas who cares - é barulho na caixa.

Atá segunda ordem é Foo Fighters em tudo que é falante aqui de casa. Espero que na sua também, gafanhoto. Num ano em que até o Queens Of The Stone Age lançou um disco mediano só mesmo Dave Grohl - sempre ele - pra salvar de verdade o rock, esse estilo perdido e tão castigado. Ainda não me recuperei das audições iniciais para dizer alguma coisa sobre o disco, mas aí, tem cara de álbum do ano.

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11.09.2007 | 42

Num breve cochilo que tirei à tarde sonhei que estava assitindo uma apresentação acústica do Foo Fighters tocando as faixas mais belas do In Your Honor, era numa loja de discos (daqueles grandões) e o som estava incrivelmente bom, cada arrastar nas cordas ecoava alto. Como se não fosse o bastante logo depois apareceram os senhores do Teenage Fanclub para tocar umas canções. No canto do palco, encostado numa pilha de discos estava Bill Murray, com um sorriso imenso. Do meu lado, ela dançava de olhos fechados. Eu, patético, cantarolava as canções do jeito que podia.

Acordar é complicado.

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