Nos últimos dias tivemos end season de Lost, CSI e Heroes. Outras séries acompanhadas por este guardião do bunker como Prison Break e Battlestar Galactica já tiveram seus fins de temporada um pouco antes. O calendário começa a ficar escasso, daqui pra setembro (ou no caso de Lost, fevereiro) são bons meses que tenho pra balancear o espaço livre com mais filmes e leituras - pode apostar que mais hqs vão pipocar aqui. A espera deve ser recompensando com a aguardada segunda temporada de Dexter, a série mais sensacional da atualidade.

Quando a discussão sobre baixar séries versus Tv a cabo começou a tomar lugar em fóruns e newsgroups pouco entrei de fato no falatório - não assistia nenhum dos meios naquele tempo. Dois anos de baixação direta de episódios, shows, programas de Tv e filmes não sinto falta nenhuma da Tv a cabo e da convencional, a não ser claro quando é pra assitir reprises ou filmes um pouco difÃcies de encontrar. Não há melhor Tv do que a internet, e isso só pode ser afirmado de alguns meses pra cá com o absurso advento do Bittorrent e da crescente qualidade dos legenders amadores. Some a isso a facilidade de montar um bom sistema de vÃdeo via pc-tv ou com um player divx.
Quem tem uma agenda conturbada ou simplesmente gosta de fazer o próprio horário nem titubeia em escolher os downloads à grade da tv a cabo. Não é um questão de poder assistir primeiro as coisas, é de poder assistir à vontade quando quiser já que a qualidade dos dois é quase igual - isso sem mencionar que muitas séries pessimamente distribuÃdas aqui são facilmente encontradas para download. Os aparelhos de dvr ainda não são tão comuns no brasil quanto lá fora e a cada mês que os preços continuam altos a Tv a cabo perde mais telespectadores para os downloads. E arrisco dizer que aqueles que começam a baixar dificilmente voltam.
P.S.: Sobre os finais das séries citadas, recomendo este post do Luwig.
1 ComentárioFim do Ópio
28.05.2007 | 42

Acabou um dos melhores blogs que já apareceram por estas bandas. Ralph resolveu fechar o Ópio e com isso engaveta e joga a chave fora de um punhado generosos de textos e ilustrações maravilhosas que não posso linkar para mostrar para vocês, pra dizer “olha como é bom” - e admiro isso, o Ópio não fará parte de um cemitério de blogs desatualizados e esquecidos que aumenta a cada dia, ele teve seu fim decretado.
Fica aqui minha menção e que o seu dono continue firme, onde quer que for.
1 ComentárioBen Templesmith [ou] Gentleman Corpse
28.05.2007 | Nerdices
Quando Ben Templesmith apareceu em 30 Days of Night com suas ilustrações e cores pesadas casando perfeitamente com o texto rápido de Steve Niles, fiquei atento e desde então o acompanho. Não era todo dia que se via uma arte expressiva e perfeita para o que retrata. E olha que Templesmith estava apenas começando. Vieram continuações, mais colaborações com Niles e não era raro encontrar alguém chamando ele de o melhor ilustrador de quadrinhos atuais.Â
Não acredito que chega a ser o melhor propriamente dito, mas é o que melhor combina sua arte peculiar - que sempre levanta perguntas sobre o método de criação, devidamente respondidas e exemplificadas por Ben em qualquer opotunidade que tem -  com o texto que retrata. Importante dizer também que sua arte vive em constante e visÃvel evolução e experimentação, felizmente com mais acertos do que erros.
De certo não agrada a todos, é preciso simpatizar com o clima pesado e traços disformes por vezes semelhantes à filmes gore ou noirs de fotografia estourada - como por exmeplo em Fell, sua fantástica hq com o mestre Warren Ellis onde o detetive Richard Fell vive numa cidade que é tão tiva quanto qualquer outra coisa na trama. Depois de ler Fell soube que Templesmith tinha um tÃtulo em que finalmente ilustrava e escrevia. Após ler os primeiros números de Wormwood: Gentlemen Corpse duas coisas ficam evidentes, que Templesmith é um bom roteirista (não tão genial quando Ellis ou eficiente quando Niles) e que começou a explorar seu estilo dentro de um universo que lembra Tim Burton, se esse resolvesse sempre filmar no escuro.

Wormwood é, simplificando, um cadáver movido a um singelo verme  que decidiu deixar algum dos ciclos dos infernos para viver no mundo dos humanos. Acompanhado pelo seu sidekick-robô-feito-de-latas-de-guinness Pendulum (criado pelo próprio Worm) ele divide seu tempo entre obrigações para com o mundo de onde veio e suas bebericagens num strip club. Só aà Templesmith já meteu o pé dentro de um universo cheio de coisas desagradáveis e personagens cada vez mais estranhos (há um fantasma preguiçoso  chamado Trotsky) e mitologia (seja ela nórdica ou cristã) pevertida. Tudo é bem amarrado à primeira vista e você nem estranha muita coisa, porém falta um pouco de ritmo numa história que parece ter muitos momentos de pausa desnecessários. Não que isso seja de todo ruim, é nessas pausas que Ben solta a mão em quadros ilustrados com cores fortes e o retrato do feio de um modo mais feio ainda - finja que isso fez um sentido.
O artista tem um blog onde fala sobre seu processo de criação, tÃtulos futuros, avisa sobre quadros seus colocados para venda e posta fotos diretas da mesa de rascunho para os seus fãs curiosos. Sempre mostrando como trabalha, não tem medo de explicar seus métodos porque sabe que não basta ter photoshop nas mãos pra fazer algo que preste.
ComenteQuase sem querer
28.05.2007 | 42
Semana passada fui no estúdio de som da faculdade marcar uma gravações futuras, tinha que aproveitar a mamata de poder gravar qualquer coisa que quisesse enquanto não cobravam nada. O técnico de som é conhecido, gente fina, marca os horários e me chamou pra entrar, estava rolando uma gravação e o material “é do tipo que tu gosta”. Entrei e tinha um cara sentado, de pernas cruzadas com uma velha strato entoando calmamente Lost Unfound, do Tommy Guerrero! (que só reconheci por talvez ter tomado um café bem quente que ativou uns neurônios durante a manhã) Acompanhando por um baixista careca (não entendo esses caras que raspam a cabeça) que puxava precisamente um som grave balanceado estilosa e um baterista que calmamente batucava a percussão aleatória da canção.
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Old Pubs [ou] Pixel e Constantine
25.05.2007 | Nerdices
Virei fã da Pixel logo no seu primeiro mês de lançamentos. Uma editora que começa trazendo Vertigo de forma coerente a aberta (você sabe direitinho o que está lendo, o ano da publicação original, todos os devidos créditos e textos introdutórios) é algo que se deve acompanhar.
Comentar os tÃtulos trazidos é coisa ingrata, desde 100 balas, os famigerados Sandman até aquele que talvez seja o mais injustiçado de todos em publicações no Brasil, o velho Constantine, todos são tÃtulos-chave da mitologia da Vertigo e quiçá da cultura pop dos últimos dez/quinze anos.

No segundo número da Pixel Magazine (revista responsável por fazer um apanhado de one-shots de tÃtulos que a editora irá publicar) há uma ótima história publicada na Hellblazer 120, edição que comemorava dez anos da revista de Constantine. Nela, John leva o leitor para dar uma volta pela sua Londres e fala sobre algumas de suas figuras (entre elas o próprio Alan Moore).
Este ano Constantine faz 20 anos e nada mais justo (e necessário) que uma editora publique as histórias de pescador do beberrão de uma forma adequada. Pra quem passou anos sem tocar numa revista impressa dele só isso é um presentão.
P.S.: Vale também visitar o Pixel Blog, onde os editores falam sobre projetos, lançamentos do mês e notÃcias.
ComenteHot rod wheels [ou] Big motherfucking band
25.05.2007 | Música
Brian Setzer e sua coleção de Gretch tocando versões absurdamente deliciosas de velhas canções swing não sairam dos falantes durante minhas caminhadas matutinas. Quem não gosta de big band bom sujeito não é, tenho dito.
ComenteMaldito Adams.
24.05.2007 | Música

Tenho uma relação conturbada com os discos do rapaz-bardo Ryan Adams. Escuto há anos, já tolerei seues excessos e suas pérolas mas de alguma forma ainda tem aquele punhado de canções que me pertubam. Passam meses e lá numa série toca calmamente Rescue Blues e fico cantarolando e tentando acompanhar as notas.
Boto Gold pra tocar e continuo não gostando da produção ofuscante e do tom relaxado de Adams nas letras. Mas que coisa, eu escuto o disco inteiro mesmo assim, lembro das letras aqui e ali e continuo achando um disco da categoria fanboy de sua discografia. Porém tem alguma coisa ali que me desperta toda vez algo bom. Nossa senhora, não acredito que escrevi algo desse tipo. Um disco que me desperta algo bom. Devo ter virado um hippie fedido mesmo.
Esse que é o problema com bandas, escritores e diretores que te acompanham (ou seria o contrário?) há anos. Você pode dizer que é algo ruim, mas de alguma forma bizarra você ainda gosta. É a desculpa que penso quando vejo pessoas que gostam daquelas tenebrosas bandas que não-citarei-o-nome. Eles não podem evitar.
ComenteDiabos, que negócio de prêmio pra blog “que faz pensar” é esse? Só porque é escrito deve de alguma forma fazer pensar? E que estranho chamar algo de faz pensar. É um modo muito estranho de classificar as coisas: isso faz pensar e aquilo não - e quem pensar no que não é pra pensar está errado. E estamos falando de blogues. Pensar decididamente passa longe deles.
Povo estranho.
1 ComentárioErgo Proxy
22.05.2007 | Nerdices

Um anime que possui referências de Michelangelo, Husserl, Kristeva, Derrida, Berkeley, Deleuze, Guattari, Turing, Deleuze, Rousseau, Kubrick, Asimov e Brian De Palma é a razão de minha ausência por estas bandas.
A quantidade informações e referências não atrapalha a compreensão, muito pelo contrário: há muito tempo uma obra de arte não me fazia correr atrás de coisas novas para aprender e compreender. No meio de tanta coisa repetida na animação japonesa atual, o estúdio Manglobe fez uma série que finca o seu nome entre os grandes de vez.
E não é todo anime que toca Radiohead.
ComenteEra quase de madrugada, antes de se despedir no messenger viu alguém dizer que ia escutar uma música antes de dormir. Lembrou que há muito tempo não fazia isso.
Escolheu o que lhe pareceu adequado, Yndi Halda e seu embasbacante primeiro ep. Percebeu que foi uma péssima escolha quando nos minutos finais de Dash and Blast estava aos prantos, engolindo o soluço. A madrugada, a solidão, a beleza e a música tinham sufocado tudo. Péssima escolha. A única.
Dormiu.
Comente
If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
