Halpert e Schrute
30.04.2007 | Geral

Em The Office umas das melhores coisas é o eterno conflito entre Jim Halpert e Dwight Schrute que é imensamente alimentado por Jim, afinal de contas é a sua grande fonte de diversão no escritório. No episódio da semana passada a cena inicial foi tão hilária que engasgos devem ter ocorrido em algum lugar, definitivamente alguém deve ter passado mal.
E isso é só um pedaço de tantas brincadeiras que Jim fez, aqui nesse vÃdeo tem um apanhado que inclui a já clássica do telefone. É por essas pequenas sacanagens e o roteiro que beira o genial que toda semana é garantido em casa os 20 minutos de The Office, ou 40, já que não é raro assistir o episódio outra vez (e isso realmente faz diferença, muita coisa passa despercebida). A primeira temporada saiu em dvd já (seis mÃseros episódios, mas que valem cada centavo da locação) e o resto é fácil de achar por aÃ.
Já devo ter falado sobre essa série aqui. Mas não custa nada reiterar.
1 ComentárioHole In The Earth
28.04.2007 | 42

Hoje fui na velha vizinhança, encontrei o Guto e depois de conversar por algumas horas ele me convidou pra ir na academia (ele ainda treinava boxe) talvez eu até me empolgasse e treinasse um pouco, pelos good old times (ele sempre foi melhor do que eu). Eu estava um pouco cinza por estar andando pela velha vizinhança que um pouco de boxe não faria mal. Na verdade faria até bem.
Academia vazia, nós dois batendo em sacos desfiados e resolvemos lutar, fazia tempo que não fazÃamos algo juntos. Nem que fosse descontar as raivas passadas em socos. E lutamos, ou melhor, tentamos lutar e acabamos brigando. Levei uma bela surra mas consegui bater daquele velho jeito bronco que costumava bater algumas vezes. Ele deve ter sentido algo. Com certeza. O maldito sabe como receber um velho amigo.
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Sonhei há pouco que estava numa apresentação Pelican, com pouquÃssimas pessoas. E eles tocavam alto, muito alto e tão pesado que você não escutava, só sentia. É, não havia som, só a sensação. E era inacreditavelmente bom. Me sentia em casa. Balançando devagar os braços como se envolto pela massa sonora que não existia o sonho foi daqueles que duram horas, que te gastam até o último segundo de sonolência.
Dormir cansado dá nisso. Ou será que foi um sinal do que irá acontecer?
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Das coisas que não consigo deixar de assistir toda semana. E porque é sexta-feira eu preciso disso.
ComenteDias Longos [ou] Fell
26.04.2007 | Nerdices

Meu primeiro contato (tardio) com Warren Ellis foi em Desolation Jones, que falei sobre aqui. Comecei a ler mais coisas do autor até que cheguei num tÃtulo recente, ainda em publicação. Não só isso me chamou a atenção (a possibilidade de acompanhar todo mês e poder opinar em fóruns) mas como o nome do ilustrador era nada menos que Ben Templesmith, o homem por trás de 30 Dias de Noite e Criminal Macabre. Templesmith é o tipo de artista que você gosta de cara ou rejeita, tem um estilo muito peculiar de retratar ambientes reais e pessoas - apesar de sua fama ter sido pelos desenhos hardcore de vampiros - que mistura pintura, photoshop, texturas secas e uma sensação de tristeza inerente.
Fell conta a história do detetive Richard Fell após ser transferido por motivos desconhecidos para a Snowtown, uma feral city estranha, hostil e que parece uma fotografia antiga: tudo está lá, mas sem cor, desbotado e apenas para lembrar algo que já existiu. Uma cidade suja cheia de pessoas amargas e com um distrito policial decadente. Um lugar esquecido quase comandado por suas próprias regras. Mesmo assim Richard aceita seu destino pesarosamente.

Cada edição (atualmente na #8) conta uma história fechada, baseada em alguma notÃcia real onde Warren Ellis se “inspira” e monta o cenário que Richard Fell trabalha como detetive, são histórias estranhas, que soam como lendas urbanas mas que exemplificam que à s vezes a realidade é mais bizarra do que qualquer coisa que se possa imaginar. É o tipo de formato que satisfaz a leitura, não apela para uma continuidade exagerada, com histórias fragmentadas: cada edição é fechada e proporciona uma imersão completa (seja pela narrativa Ãmpar de Ellis ou pelos tons asfixiantes de Templesmith) no universo estranhamente familiar de Snowtown.
Warren aproveita para testar novos caminhos em sua narrativa: os post-its que Richard usa, as fotos que costuma tirar, as cenas roterizadas como se fossem para o cinema. Até mesmo os sensacionais diálogos de interrogatórios que Ellis adora escrever ganham contornos novos. Até mesmo Templesmith utiliza de uma definição mais acentuada em certas passagens, fugindo um pouco de seu trabalho anterior.
Richard Fell usa a máxima de que “Everybody is hiding something”. Tem uma habilidade notável em ler pessoas e faz o possÃvel para se adaptar numa cidade que não aceita muito bem novos moradores. Ciente de onde está se metendo trava uma luta pessoal contra o ambiente hostil que gera momentos como a cinza declaração dita após utilizar de meios não convencionais para solucionar um caso: “Every time you take one… i’m going to take one back”. Pode soar até simplista, mas dentro da abandonada Snowtown, cada palavra tem um peso diferente.
Fell é um daqueles motivos que me deixam contente por ter voltado a ler quadrinhos.
1 ComentárioSuperman e Aranhas!
24.04.2007 | Nerdices
Antes de você ver esse vÃdeo saiba que ele é longo (19 minutos) e que se pode bagunçar a sua cabeça pois é inglês com legendas em espanhol, mas se você não tem problema slinguÃsticos, tudo bem. É o velho nerd Kevin Smith falando sobre seu envolvimento com o roteiro de Superman, isso em 1997 quando o projeto pulava de mãos e mãos em hollywood e todo tipo de teoria bizarra aparecia todo mês sobre.
O bacana é ver uma coisa, que o Nix (e foi ele que me mostrou o vÃdeo) chama atenção: aquele esteótipo de executivos hollywoodianos são de verdade, que existem e são tão estranhos e idiotas quanto aqueles que vemos em filmes. Que mesmo sendo engraçado pacas é um pouco trágico até. Tá, nem tanto.
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Joe Carnahan parecia um cara legal. Fez um ótimo filme tenso (Narc) que conseguiu chamar atenção e assumiu (brevemente) a direção de MI3 alguns anos atrás. Foi demitido e parecia que seu próximo projeto seria interessante. Mas Smokin’ Aces é horrÃvel. Menos um “promissor” diretor pra acompanhar.
O elenco é imenso: Ray Liotta, Andy Garcia, Jeremy Piven, Ben Affleck, Ryan Reynolds e até uma participação de Matthew “Jack” Fox, parece que Joe fez bons amigos. A premissa é batida: uma testemunha do FBI está na mira de matadores de aluguel contratados pela máfia. Você imagina um filme tenso policial com máfia, bons diálogos e cenas bonitas de ver, um filme pra fazer Carnahan figurar entre os diretores mais cool. Imaginou errado.
Smokin’ Aces é hiperbólico, abusa de um estilo genérico Guy Ritchie e tudo aquilo que os últimos anos de cinema policial têm usado: edição ágil, explosões realistas, trama envolvendo jogatina, personagens caricatos (com nomes de nacionalidades como “Swedish”) e situações absurdas. Tudo isso usado como se a intenção fosse soar old school quando na verdade você nunca assistiu um filme do Peckinpah até o fim e escolhe sua trilha sonora em coletâneas nuggets. O filme passa mais tempo apresentando personagens do que sendo um filme per se. Quando você acha que agora vai, bem, o filme termina. Pateticamente.
E tem cenas em bares (claro, é mega cool!), diálogos com referências passadas pra dar um background (vazio) aos personagens, pra dar uma familiaridade besta. Muitas armas grandes, ternos, helicópteros, aquele ar pimp e cassinos, é claro. Isso tudo gira em torno de nada praticamente, um amontoado de nonsense policial estilizado. Um elenco imenso desperdiçado, um hilário Jeremy Piven que de tão mal utlizado fica parecendo um gangster emo.
Uma grande bomba.
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No excelente Howl o Black Rebel Motorcycle Club deixou a guitarreira distorcida Bloody Valentine de lado em prol de violões blues pesados, gaita, coros e um canto sofrido, áspero e que tal qual uma caminhada pelo deserto não deixava sobreviventes. Howl foi o tÃtulo mais apropriado para o álbum com as canções que mostrava que não adianta distorção e barulho quando pra derrubar alguém um dedilhado e as linhas certas são o suficiente. Quando a demolidora sensação de vastidão solitária te enche por completo. Era o blues da velha América, aquele que está em todo lugar, como diria o velho Nix.
Uma pena que no novo disco voltaram às guitarras. Em Baby 81 há a velha guitarreira dos primeiros discos, ainda com um pouco do blues de branco melancólico, mas perdeu-se algo. Não tem mais a beleza seca de outrora. Aquele uivo não continuou. Melhor re-escutar as velhas canções.
[xspf]_start(brmc)[/xspf] Black Rebel Motorcycle Club - Restless Sinner
1 ComentárioRestless sinner, rest in sin,
He’s got no face to hold him in
He feels his day’s as dark as night,
He’s been waiting with the blind just to find a place to hide his ghostNo open lies, no consequence,
The door’s been closed since he’s walked in
The fight’s been raging so many days,
He’ll greet you with a cross and a sickle as he helps you in.
Antikörper [ou] Evil is a Virus
23.04.2007 | Filmes

Acabei de assistir Antikörper, thiller alemão de 2005 que pode ser encaixado no nicho recente de ótimos thrillers europeus. Mas Antikorper deixa um gosto estranho no final.
Seria apenas mais um filme de serial killer com diálogos pesados e questões sobre assassinato com uma dessas histórias que pintam os assassinos como seres sobrenaturais se o diretor Christian Alvart não fugisse desse estigma rapidamente (“what do you expected, Hannibal Lecter?”) deixando o tema esperado um pouco de lado para mostrar que em teoria o mal (ou agir de forma ruim) é como um vÃrus, e que pode ser passado de pessoa pra pessoa, basta saber como.
Acompanhando um policial do interior que se envolve no caso de um grande serial killer recém-capturado o filme tem ecos do já citado Silêncio dos Inocentes e Se7en, porém utiliza essas referências com sabedoria e rende cenas onde a tensão só não explode por um fio. O mais estranho do filme é justamente isso: a tensão não chega a dar lugar para a fúria. Há um contenção que parte de algum lugar para cada personagem. É por isso que fica um gosto ruim. O filme consegue provar sua pequena teoria com certo sucesso.
ComenteCriminal Macabre
17.04.2007 | Nerdices

Conheça Cal Mcdonald.
Ex-detetive da polÃcia de Los Angeles, foi convidado a se “retirar” da corporação quando foi encontrado desmaiado em seu carro de patrulha e forçado a fazer um exame de drogas e como o próprio diz “nem preciso dizer que não passei”.
Agora é um investigador particular que segue aqueles casos que ninguém quer, aqueles que envolvem monstros e coisas bizarras do gênero. Rapidamente se pensa no velho Constantine, mas Cal é ainda mais auto-destruitivo, melancólico e sarcástico. Cal é o Tyler Durden dos investigadores paranormais.
A Hq é criação de Steve Niles, o mesmo de 30 Dias de Noite (a melhor hq de zumbis dos últimos anos). E nessas primeiras cinco edições o seu companheiro Ben Templesmith (que também ilustrou 30 dias) monta com sua arte gore a história que envolve os velhos monstros conhecidos: lobisomens, vampiros, zumbis, ghouls e Cal no meio, tentando entender a bagunça toda. É o começo da mitologia do personagem, é o começo de Criminal Macabre.
Saiu pelo Vertigem, com tradução minha e quase a mesma equipe que fez Demo (só mudou o diagramador), o primeiro número de cinco.
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If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
