bunker

Bourne

Enquanto a nerdaiada vai na corda dos super he?ois e nos filmes de videogame fico curioso mesmo é pra ver Bourne, o espião que ensinou James Bond a brigar, voltar pra casa. Paul Greengrass já tem meu respeito.

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Capa da edição um.Desolation Jones foi a primeira hq de Warren Ellis que li, e foi um ótimo começo. Michael Jones é um agente secreto britânico auto-destruitivo e preguiçoso que se alistava em todos os experimentos cirúrgicos bizarros da Agência só para conseguir uns meses de folga. Até que um desses experimentos tirou-lhe o sono por um ano junto com a pigmentação da pele, o teste de Desolação. Aposentado, mora em LA, cidade que a Agência usa como “casa-prisão” para todos aqueles que sofreram com testes e agora estão aposentados. Uma comunidade de ex-agentes que carregam as chagas de uma vida dentro da Agência e tiram um extra prestando serviços dentro dos limites da cidade.

Partindo de um cenário quase surreal como esse (muitos dos personagens que aparecem não são menos estranhos que Jones, acredite) Ellis começa a construir uma história urgente quando um velho Coronel chama Jones para recuperar um de seus mimos de sua coleção pornô que foi roubado. É o começo da entrada de Jones numa trama pesada, com referências obscuras e clima muito parecido com os filmes de David Fincher.

A arte de J. H. Williams III constrói os cenários, passagens e personagens de uma rude, fragmentada e em alguns momentos bela. Jones sofre de bugs congnitvos, ele começa a ver anjos flutuando no céu entre outras ilusões (fruto de experimentos passados), e Williams não perde a oportunidade de desenhar detalhadamente tais cenas num traço pesado com fotografia estourada.

A história evolui até revelar detalhes da vida de Jones e construir sua personalidade - que de certa forma pode-se equiparar ao Dr. House em certos diálogos - e sem perder o ritmo entrega o desfecho da trama digna de blockbuster. Isso se blockbusters tratassem de temas como pornografia, relações humanas bizarras e experimentos científicos. Hora de ler mais Warren Ellis.

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Take a Chance

12.03.2007 | Discos

O segundo disco do Magic Numbers sofre do mesmo mal do primeiro: excesso de minutagem. Mas se você é geek como eu, basta enxugar o disco cortando as faixas menos necessárias e você terá algo que será um EP pop perfeito. Aqui embaixo vos ofereço um clipe delícia:

But then you dance, dance, dance,
with the woman that let you
How’s it gonna feel until i catch you,
How you gonna fail where she had in mind
If you continue that of peachy that you now about

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Escrito por Sho Fumimura, o mangá conta a história de dois amigos de infância que decidiram dominar o Japão para livrá-lo da pau-molecência, cada um partindo de uma ponta: enquanto Hojo Akira vira mafioso, Asami Chiaki se embrenha nos caminhos da política. Lembra O Poderoso Chefão, desenhado de forma realista e cheia de referências fotográficas — alguns políticos que aparecem na série, inclusive, tem a imagem calcada em políticos japoneses da época no qual o mangá foi publicado [entre 1990 e 1995, caso a curiosidade tenha batido aí]. E ainda tem uma putaria diliça no meio.

- Vicente Renner

Só os animais do Gordurama pra soltar o “melhores de 2006″ quase em abril. E com a manha de sempre. Mais um mangá pra engrossar a lista de leituras.

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No episódio dessa semana de House temos aquele que pode ser o mais triste momento do personagem atual preferido deste que vos escreve. Sofrendo da eterna descrença no ser humano, Dr. House sempre arruma um modo de fazer sua equipe/amigos se revelarem nada menos do que pessoas mesquinhas perante situações limite, provando suas teorias acerca do comportamento humano.

Mr House

A parte triste é que dessa vez ele errou profundamente. E por mais difícil que seja para ele admitir, foi uma coisa irreversível. E nesse ponto os roteiristas são muito bons, poucas vezes desfazem ocorridos. Sempre fazem questão de deixar marcas nos personagens, coisa pouco comum na tv. Fica cada vez não gostar desse personagem que segue numa busca pessoal impossível de não acompanhar.

Há outro momento interessante também. House é um músico amador e neste episódio revela que toca piano desde a escola e tem uma composição inacabada, por não saber como continuá-la. O paciente é um garoto prodígio do piano e após escutar o dedilhado de House prontamente evolui a melodia, fazendo a composição completa soar quase perfeita. House apenas cala e sorri. Pode não significar muito pra quem está de fora, mas é daqueles momentos que você vê reunidas todas as razões de assistir uma série como essa.

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Dia desses estava a tentar explicar pra um amigo como a música ambient tinha umas vertentes muito boas, coisas que passavam longe dos padrões de críticos moderninhos que insistem em colocar o estilo como música de aeroporto. A minha favorita é a mistura de post-rock com ambientações cristalinas, formando quase-canções belas, frágeis e donas de uma peculiaridade assombrosa.

Muitos integrantes de ótimas bandas de post rock encabeçam projetos eletrônicos no estilo One-man-band. O caso do The Album Leaf, projeto de Jimmy LaValle que descobri pelo Last.Fm e devo ter garimpado quase toda a discografia. Gosto de pensar que é um dos meus segredos musicais mais bem guardados. Ou era.

Jimmy LaValle

É o tipo de música que nas primeiras audições vai fugir incrivelmente de ti. No fim do disco vais pensar que nem escutou nada. Isso acontece muito comigo, o caso clássico aqui é do Robert Johnson, que sempre tento escutar e acabo assimilando nada. Coisa quase genética, gafanhoto. Mas é uma questão de tempo. Um dia o disco vai te afogar sem dó. Aí nem vai ter como escrever sobre pra tentar passar a sensação.

O último disco do Jimmy é diferente dos anteriores, Into The Blue Again é de 2006 e tem um padrão de canções mais robusto, fugindo do ambient e entrando num post-rock de levadas e ritmos acelerados com vários instrumentos aparecendo pra encher as canções, linhas eletônicas belas, bem construídas, vocais pop harmônicos, leves e que derrubam de vez os barulhos estranhos do ambient de outrora. Coisa fina demais pra tocar em aeroporto.

Into the Blue Again

http://www.mediafire.com/?rt14zzdh0mj
http://www.demonoid.com/files/details/1510604/15097116/

3 discos + EP
http://www.demonoid.com/files/details/1211467/26419953/

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Sky Blue Sky

06.03.2007 | Discos

O Aldurin veio dar a notíca aqui nos comentários e agora é minha vez de espalhar o novo disco do Wilco, Sky Blue Sky que teve seu leak no dia 05. Pouco atento como sou, nem sabia que estava pra ser lançado e ainda nem terminei o download. Coloco aqui os links, e lembrando que não é um release oficial, possivelmente é um transcode (o que significa qualidade ainda baixa). Mas isso não impede nada.

Wilco - Sky Blue Sky (2007)

wilco-skybluesky-lo-tn.jpg

(bela capa, gafanhoto, bela)

01 - Either Way
02 - You Are My face
03 - Impossible Germany
04 - Sky Blue Sky
05 - Side With The Seeds
06 - Shake It Off
07 - Please Be Patient With Me
08 - Hate It here
09 - Leave Me (Like You Found Me)
10 - Walken
11 - What Light
12 - On And On And On

Rapidshare (256kbps)
Sendspace 01 (192 kbps)
Sendspace 02 (128 kbps)
Torrent (256kbps)

Links devidamente roubados de alguns fóruns e deste post aqui do Aldurin. Dia 15 de março sai o disco oficialmente, aí coloco rips de alta qualidade aqui.

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Quando começeram a aparecer os primeiros sites e blogs com feeds me entusiasmei e vi ali uma boa solução para o problema de visitar trocentos sites todo dia para me atualizar. Passei bons anos utilizando o leitor de feeds como minha banca de revista on-line e cheguei a assinar mais de cem. Com o tempo eu ia adicionando novos, apagando os que morriam, os que perderam a graça. Mesmo com o rodízio era bastante coisa. Chegou uma hora que essa overdose de informação encheu o saco.

Com o tempo comecei a categorizar como “pra ler toda semana”, “pra ler todo dia” e ”ler se der tempo”. Daí pra começar a reduzir a lista foi um passo. Chegou o dia de hoje, em que centralizo apenas os feeds de notícias no Thunderbird junto com as contas de emails e os newsgroups. Não tenho mais a vontade de ler tudo ao mesmo tempo. Os blogs que leio são os que estão ali na lateral. Os fóruns que acompanho são suficientes para me inteirar sobre os assuntos que me interessam. (re)Descobri a delícia de visitar os blogs, comentar, aproveitar todas as ferramentas que o autor coloca pros leitores. Pode-se dizer que os feeds me privaram de tudo isso com o ritmo “leia ou morra” e quantidade.

Mais uma ótima ferramenta da famigerada web 2.0 que perdeu a utilidade pra mim.

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Welcome Ghosts

05.03.2007 | Música

Pra começar uma daquelas semanas puxadas os favoritos da casa Explosions In The Sky ao vivo no Conan (o programa que eu assistiria religiosamente se passasse aqui) tocando um pouco do último disco: All Of Sunden I Miss Everyone. Falei um pouco dele aqui.

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Nicky Santoro

04.03.2007 | Filmes

Com o auê do oscar semana passada li em vários lugares sobre os prêmios que Scorsese merecia por seus outros (imensamente melhores) filmes. Dos que que citavam eu só não conseguia garantir o de Casino, não lembrava exatamente se era bom, ruim ou merecia menção. Fui assistir novamente e é um ótimo filme, com o velho Marty tocando o céu em vários momentos, no entanto com quase a mesma competência comentendo cenas fracas a rodo.

Lembrava que DeNiro estava fenomenal nesse filme e não me equivoquei, me surpreendi mesmo foi com Joe Pesci, dono das cenas mais pesadas e com o humor característico de seus personagens em plena forma.

fcsbat_0083000.png

No matter how big a guy might be, Nicky would take him on. You beat Nicky with fists, he comes back with a bat. You beat him with a knife, he comes back with a gun. And you beat him with a gun, you better kill him, because he’ll keep comin’ back and back until one of you is dead.

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