bunker

Após a costumeira briga com servidor, instalação do wordpress e configuração que me dão dor de cabeça a minha casa nova está pronta. Ou quase, falta eu dar um jeito nos arquivos.

De qualquer forma, atualizem os feeds, links, bookmarks e o escambau para o novo endereço, que não muda muito, é bem verdade. Espero que os redirecionamentos que coloquei tragam o pessoal pra cá, vocês são poucos mas fazem falta.

A modesta home que coloquei no ar cumpre seu papel de cartão de visitas virtual, até chegar o dia em que eu finalmente consiga colocar no ar o meu portifólio de forma que me agrade.

De agora em diante nada de titio Blogger pra me amparar.

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Sou um apreciador de riffs, muitas vezes a canção tem uma letra terrível ou uma bateria de dar nojo de tão ruim mas o riff é tão poderoso que só resta sorrir e sair fazendo air guitar por aí. Uma das minhas grandes motivações em continuar minhas buscas pela música pesada é o riff, se pensar bem.

Daí que comecei a escutar este Black Stone Cherry e tem uns riffs porradas, gafanhoto.  É gibson puxada em dó tocando num valvulado com a ajuda de um big muff acolá - ou seja, o céu. Tudo bem que tem uma montanha de clichês típicos do metal (e do stoner também) em cada canção mas as guitarras compensam e os andamentos clássicos do tum-rum-rum-dum são pra deixar o titio aqui feliz por pelo menos por um punhado de canções ou quando eu quiser escutar um riff afudê bem tocado.

Procurei uma foto descolada pra colocar aqui mas eles insistem num visual “sou sujo e feio, mas tô com a banda”, esse negócio meio southern caipira-beberrão-que-toca-guitarra. Não que seja importante, claro, estamos aqui por causa do som *cof cof*. Clica na logo aqui embaixo que dá pra stremear umas faixas no site, depois não reclama que é hard rock farofento.

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Antes de tudo, vou citar um post do Pedrones que cita um trecho delícia de Musashi - que ainda não li, apenas acompanhei o Mangá.

- Não acho que Musashi-sama seja limitado.

- Mas também não nasceu com o dom. Nada nele lembra a displicência do gênio que confia cegamente em seu talento. Mestre Musashi sabe que é homem comum e por isso se empenha incessantemente em polir suas habilidades. A agonia por que passa nesse processo só ele sabe. E quando, em determinado momento, essa habilidade alcançada com tanto custo explode em cores, o povo logo diz que a pessoa tem aptidão natural. Aliás, é a desculpa que os indolentes dão para justificar a própria incapacidade.”

Enquanto o Pedrones disse que esse trecho representa de certa forma sua definição de talento, pra mim ésobre homens e suas pequenas jornadas pessoais que poucos entendem, pois só vêm o resultado. Conheço bem a agonia de Musashi.Vou falar um pouco sobre o que quero fazer esse ano, e não estou atrasado pra falar sobre isso pois pra mim o ano não começa no dia primeiro assim de repente. Um ano inteiro se foi num minuto e pronto: outro ano começou agora! Que síndrome de cronometrar tudo desse pessoal louco por tecnologia e seus relógios atômicos. Demora um pouco pra eu realmente entrar em 2007, não me forcem!

E nesse ano eu quero polir habilidades. Quero atingir níveis mais altos no que faço. Seja desde o meu trabalho até uma arte marcial passando por pequenas diversões como jogar xadrez. Quero calmamente continuar com o que sei até encontrar um novo parâmetro.

Ano passado foi marcado por excessos, peguei o Tudo ao Mesmo Tempo Agora e não larguei mais. Vou deixar isso um pouco de lado, acabei atropelando muitas coisas bacanas por causa da pressa. Quero voltar, reiniciar e melhorar, ano passado iniciei muitas coisas, quero terminar, recomeçar e daí apagar tudo pra fazer melhor.

Minha pequena resolução de ano novo é de certa dorma esse trecho de Musashi.

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Comecei a escutar o novo disco dos favoritos da casa Explosions in the Sky chamado All of a Sudden I Miss Everyone e logo na primeira faixa, com o título pretensioso “The Birth And Death of a Day” a banda mostra que as guitarras pesadas estão presentes e brindam o ouvinte com belas pancadas sonoras que tantas vezes já tentei descrever por aqui e no Dois Discos. Deu pra sentir a bateria vibrando diferente, preparando caminho para as guitarras pesadas caírem, hipnóticas. Foi uma faixa que me pegou de surpresa, estava com as expectativas baixas.

Ainda estou na segunda faixa, mas fico satisfeito em ver que uma banda que já fez tantos discos bons num terreno pouco favorável a tal coisa como o post-rock consegue deixar este escriba surpreso. Estão galgando seu lugar entre os grandes.

Update: Delicioso disco, belos momentos, e o piano final de “So Long, Lonesome” é pra dar vontade de deixar o repeat ligado.

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Caixinhas de Som

15.01.2007 | 42

No prédio onde trabalho, um setor do governo do estado, tem um sistema interno de som com aquelas caixinhas grudadas no alto do canto das salas. Logo que comecei a trabalhar aqui reparei nas caixinhas, imaginando que um dia iria fazer igual aquele clipe do Deftones e sair tocando o terror no maior estilo pimp. As caixinhas nunca foram ligadas, no entanto.

Eis que um outro partido assume a gerência do estado (e estavam com sede, tinha de ver a cara deles entrando no prédio, quase babam na minha mesa restaurada do século XVIII, ainda bem que carrego lenços Presidente no bolso) e resolvem ligar o sistema, não para propagar mensagens subliminares que pelo menos seriam divertidas, mas sim pra tocar rádio. E colocam naquele tipo de estação que se acha muito gostosa - pois acha que muita gente ainda escuta esse tipo de coisa - e toca Jorge Ben seguido de Los Hermanos no horário do almoço. Ia dizer que é um negócio indigesto, seria golpe baixo, até pra mim.

Enquanto os novos funcionários do partido ainda procuram um lugar na sua mesa pra colocar o peso de papel com uma frase de Caetano encravada e ficam tocando mísica ruim eu pergunto pra quem trabalha aqui há milhares de anos se o partido anterior (não gosto de dizer “administração anterior”) ligou as caixas alguma vez, nem que fosse pra anunciar o ataque de 11 se setembro ou algo assim:

- Uma vez ligaram, tocou Mahler bem baixinho durante uma manhã inteira. Um estagiário tinha deixado suas caixinhas de som perto do microfone. (deveria ser efetivado na hora!)

De vez em quando olho pras caixinhas, imaginando que o chefe do do gabinete não vai resistir e a qualquer minuto vai começar a discursar ou entrevistar algum companheiro partidário, afinal propaganda é sempre bom.

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Top 5 Covers

12.01.2007 | Música

O Ina fez a sua lista, o Ian e a Marina também e fui dar uma olhada no que eu tinha por aqui aqui. Não me interesso muito por covers (tanto que a idéia era juntar um top 10 e nem consegui) mas tem aquelas que acabei escutando e gostando, várias vezes sem saber que era uma versão.

adams toca noel gallagher

- Adams costuma tocar uns covers depois da ressaca

Ryan Adams - Wonderwall (Oasis): O bardo canta daquele seu jeito suave característico aquela que é talvez a canção romântica mais estourada da década de 90. Voz lá atrás, um dedilhado típico de Adams e no final um piano suave e estridente. Coisa fina, de apertar o coração.

Stereophonics - Don’t Let Me Down (Beatles): Essa eu confesso que escutei sem saber de quem era a original, vi o vídeo na casa de um amigo, prestando atenção na letra e fiquei apaixonado. O Stereophonics está longe de ser uma banda boa, mas a puxada que Kelly Jones faz no refrão é delícia demais. Senti falta quando escutei a original.

Josh Rouse - For The Turnstiles (Neil Young): Numa versão limpa assim como a original, no entanto sem banjo e backing vocal, Rouse dedilha seu violão num compasso mais pesado e entrega uma versão menos country e mais pop.

Peter Yorn - I Wanna Be Your Boyfriend (Ramones): Essa eu gosto muito, Peter transformou os riffs punks numa canção de amor daquelas pra cantarolar antes do primeiro encontro. O refrão que já era bom ficou pra grudar na cabeça dias “Do you love me babe? / What can I say?” e toma assovio.

Elliot Smith - Supersonic (Oasis): Uma prova que o problema com muitas canções do Oasis é a maldita arrogância dos Gallagher ao executá-las. Eu tinha uma versão com qualidade bem melhor mas perdi em formatações passadas, nessa ele avisa no começo: “eu sei que isso vai irritar algumas pessoas”.

Extras:

Zwan - The Number Of The Beast(Iron Maiden): Da trilha sonora de Spun, essa versão folk charmosa é cantada pelo Matt Sweeney, um dos guitarristas (aquele do Chavez) se não estou errado.

Foo Fighters - Have a Cigar (Pink Floyd): Essa é da trilha sonora do Missão Impossével 2, e conta com solo de Brian May, peso inesperado nas guitarras e o vocal ainda pouco poderoso - mas mesmo assim nervoso - de Grohl apagando os resquícios viajantes da original.

(Quando estava catando as mp3 fui notando que sei mais covers de metal do que outra coisa. Tem pastas perdidas aqui com versões de Iron à Korn. Se um dia eu tiver coragem de escutar elas outra vez talvez faça uma listinha, ah, e sim, eu gosto de Oasis. Ninguém é perfeito)

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O que me desarmou em O Novo Mundo não foi a beleza visual, o andamento pontuado lindamente pela trilha sonora, os diálogos abertos, contemplativos. Foi uma linha pronunciada pelo personagem de Colin Farrel ao começar a viver entre os Índios: “Real, what I thought a dream.”

Foi justamente isso, quando percebe-se que sua utopia pessoal se realiza na sua frente, quando você está tão desnudado que não tem como construir frases orquestradas, só dizer o que lhe vem à cabeça, você encontra seu lugar finalmente. A busca outrora destrutiva termina. Um pequeno momento em que você diz “é isso que quero, é isso que gosto, é assim que vai ser”. Eu que tinha um enorme preconceito com esse filme antes de assistir, e acabei comprando uma cópia pirata por causa disso, agora sou só sorrisos e dúzias de textos novos por causa dele. Mallick, seu corno.

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- Taí, gostei de Cowboy Bebop

- Não te disse, o melhor anime que assisti.
- Curioso como o Spike e o Jet são solitários, logo no primeiro episódio dá pra notar que eles usam a nave pra sumir mesmo.
- Eles são caçadores de recompensa, nada mais apropriado se quer sumir.
- Sabe, ele usam muito o céu, a vastidão do espaço. É um negócio bem On the Road.
- Isso que é legal, cada um tira o seu significado, pra mim já foi uma coisa mais aconchegante.
- Como assim?
- Essa vastidão é aconchegante pra mim. Essa fuga que tu enxergas no Spike e Jet é um bem estar fodido. É o que vejo.
- Reparei que estamos discutindo um anime feito dois otakus.
- Tamos apenas aprofundando a visão ocidental dentro do contexto escapista da série, nesse caso um anime.
- HAHA. Nerd.
- Gostou do final?
- Adorei, nada mais singelo e bonito, pra encerrar os personagens, e aquela musiquinha de gaita que tu tanto falas vira uma flecha nos episódios finais, tu sabes que o negócio vai acabar, dá uma aflição.
- É, desde o primeiro episódio eles dão pistas do fim. “See you space cowboy”, essas coisas.
- É o tipo de série que te deixa órfão.

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Não tem muito o que falar desse filme: tem uma premissa bacanosa - o Grandão aí em cima é envenenado e para se manter vivo precisa gerar adrenalina pra suprir o veneno, ou seja “destrua algo ou morra” - são 90 minutos chutados, tensos, cômicos (afinal é o Turkish no papel central) e com o sensor de ridéculo desligado, trilha sonora no estilo “bota um barulho nessa cena que vai ficar bacana” e um par de sequências que merecem ser citadas: A perseguição no Shopping Center e o sex show em Chinatown. Whooa! Vai vender tanto dvd pirata de banca que é bem capaz do Jason Statham virar um Schawza. “É Filme de macho”, como o tio da banca vai te dizer.

Ah, e ainda tem um belo pôster

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Estava assistindo a primeira temporada da excelente (porém já cancelada) Huff e num episódio daqueles chaves começa a tocar “Delicate”, daquele que um dia eu subjuguei e continuo fazendo-o, Damien Rice. A questão é que a canção já tocou pelo menos umas quatro vezes em séries e filmes que assisti e sempre penso que é do Ryan Adams, outro grande figurante de canções em todo lugar.

Então toda vez que a canção toca na tela, eu boto o primeiro disco do Rice pra tocar, pois já comecei várias vezes a escutar e nunca termino. O segundo tá aqui, mas ainda não cheguei nele. E as canções descem bem, parece que vou aproveitar a experiência e pimba! O cara começa a imitar o Adams e eu boto o 48 Hours pra tocar. Fica assim, por mais que o garoto Damien tente ele não consegue passar de canções que boto pra tocar até sentir vontade de escutar Ryan Adams.

E sobre Huff, me surpreendeu bastante. Mesmo já existindo Nip Tuck para preencher o mundo dos mega-profissionais-em-crise a série possui ótimas atuações da dupla Hank Azaria e Oliver Platt (um dos maiores coadjuvantes que conheço) e um tom cínico delicioso, os pequenos momentos de alucinação do protagonista Dr. Huff são muito bacanas. Não é uma West Wing, mas garante bons momentos.

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