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Velho Young

19.09.2006 | Discos

Terça-feira cinzenta e a ótima companhia de Neil Young nos falantes com Rust Never Sleeps. Começando arrasador com Hey Hey My My (Out Of The Blue) acústica, baixinha e possante. Mesmo sem eletricidade a canção permanece com um vigor intocado.

Pode parecer lugar-comum, mas descobri há pouco tempo esse disco e a cada dia caminho para me tornar um velho lenhador com violão e gaita sempre por perto, pronto pra entoar uma canção como essa (mesmo sabendo que Neill não era assim quando gravou o disco).

Alguns anos atrás um amigo trouxe um vhs com uma apresentação de Neil na tv, só o violão, gaita e aquele velho senhor de olhos fechados batendo as botas no chão, tum-tum e segue a m?sica. Esse amigo me disse: “lembra aquele teu conto sobre um velho que toca violão”. Não tenho o conto aqui pra relembrar, no entanto a sensação de ter escrito sobre esse homem sem ao menos conhecê-lo tornou-se o elo entre esse canadense e eu. Posso não ser o maior fã, não conhecer a carreira com profundidade, porém quando ele começa a cantar ao violão me sinto em casa. Tem pessoas que cantam só pra você.

O disco termina com a mesma Hey Hey My My (Into the Black) pesando toneladas de distorção. Éum pequeno lembrete de Neil: a guitarra ainda existe. E bem viva.

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