bunker

Esta semana assisti dois exemplares dos filmes de terror contemporâneo hollywoodiano (não inclua aí filmes de amarelos doentes) : um remake e uma adaptação de outra mídia. The Hills Have Eyes e Silent Hill, para ser mais específico. Dois filmes que deixam o fã de filmes de terror clássicos com sorrisão. Explico melhor a seguir.

Antes preciso dizer uma coisa. Tem horas que o homem cansa de assistir aqueles filmes europeus chatinhos sobre menininhas que descobrem o homossexualismo e as drogas, essas coisas de europeu, entende? O homem precisa ver sangue, gente atirando, explodindo coisas e/ou explodindo outras pessoas. Se você não tem esse tipo de vontade ao menos uma vez a cada seis meses e corre pra pegar um filme Gore recomendo fechar este blog e voltar a ler aquele livro super legal do Derrida (muito bem renmero, acabaste de perder dois leitores entusiastas). É a necessidade de ver a merda acontecer, simples assim. Talvez nem seja uma necessidade propriamente dita mas é bem legal mesmo assim. Pronto, eis minha justificativa fajuta.

Dito isso parto pro primeiro filme: The Hills Have Eyes. Remake de um longa perdido de Wes Craven (todo mundo conhce o nome do homem mas ninguém vê os filmes) que acertou em cheio ao ter litros de sangue e violência sem medida. Estou falando da versão unrated, disponível nos melhores sites de torrent. Nada demais no roteiro: família resolve viajar de carro pelo deserto (só gringo pra fazer essas cagadas e pensar que vai ser supimpa) e acaba encurralada por outra família de freaks deformados pela radioatividade. O deserto é aquele que serviu cenário de testes nucleares no passado, vale ressaltar.

Pronto, historinha clichê e prato cheio pra cenas bacanosas. E o que acontece desde a primeira cena do ataque ao trailer até a reviravolta final é um festival de muito sangue jorrando e uso daquele lado pontudo do machado nos olhos de outras pessoas, várias vezes.

Nada de economias no filme, pequeno gafanhoto. A fotografia é quente mas não estourada para parecer cool. A trilha me lembrou Jesu (vai entender) e encaixa perfeitamente nas cenas pertubadoras. A montagem segue um ritmo regular e faz o filme passar num piscar de olhos.

Pode-se dividir o longa em duas partes: na primeira a Família Freak ataca na segunda a Famíli a encurralada (o que sobrou dela) contra-ataca. E nessa segunda parte o negócio é destruidor na tela com força. Sem medo de descer a lenha, o diretor Alejandro Aja capricha nas brigas com direito a muitos machados, picaretas e objetos pontudos perfurando o corpo dos personagens. Em suma, destruição delícia cremosa.

Silent Hill já é outra história, baseado no game mais tenso que jpa joguei (mesmo não entendido nada sobre a história por ignorância tanto ao idioma quanto à histórias de games naquela época) tinha tudo pra levar para a tela os elementos que fizeram do jogo um sucesso mundial: história bizarra cheia de referências sexuais implícitas, personagens psicologicamente confusos e com medo, muito medo, clima claustrofóbico e asfixiante, e claro, os monstros que coroam tudo isso com o selo “Proibido para Cardíacos e/ou Menores de 18 Anos”.

E está (quase) tudo na tela. Desde a sirene terrivelmente assustadora para quem já jogou o game até o cabeça-de-pirâmide (o indivíduo no poster ali do lado) tocando o terror em aparições dignas de fazer aquela sua amiguinha fofuxa vomitar as tripas. O aspecto gráfico do filme é de encher os olhos, o cenário é bem construído, real e táctil. Só falta sentir o fedor do lugar. A clustrofobia foi aliviada, dando lugar ao perigo eminente em cada canto da cidade-fantasma.

O filme é excelente graficamente, dá medo mesmo. No entanto a história se dissolveu em clichê. Se a tendência (para os nerds que conhecem os jogos) era complicar o roteiro e fazer bom uso dos elementos aterrorizantes da história, Chistopher Gans isulta o espectador utilizando frases típicas de explicação e cenas de flashback desnecessárias. O filme cai assutadoramete nesse aspecto a história por pouco não vira um fiapo tão manjado que mesmo aquela sua amiga fofuxa que vomitou vai sacar o final.

Escolha um dos dois (senão ambos) e tenha sua dose de terror mensal.

  1. camila em 04.09.2007
    1

    sangue eu quero saber para que prescisamos do sangue :
    face do sangue

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