Max Payne - Dearest Of All My Friends
26.03.2006 | Nerdices
Terminei os dois jogos da bem-sucedida série Max Payne, da Rockstar. Alguns anos atrás o primeiro jogo, intitulado apenas Max Payne, fez grande sucesso com sua trama construÃda como se fosse uma mistura de filme noir com graphic novel. Trama essa bem arquitetada e empolgante, começando com o assassinato da esposa e filha do então Detetive Payne, fazendo com que o detetive virasse um justiceiro por NY justamente durante assoladora nevasca na cidade, todos esses elementos combinados fizeram a jogabilidade alcançar excelentes nÃveis.
Ainda tinha o famigerado efeito Bullet Time, aqui empregado de forma engenhosa, se combinado com pulos e diferentes posições, pode-se “limpar” uma sala em poucos segundos. O final é perfeito e ambÃguo, preparando terreno para uma continuação.
O segundo jogo é uma evolução natural dos gráficos, jogabilidade e efeitos. Apenas a história que fica um pouco fraca ao englobar uma coadjuvante e parceira de Payne, Mona Sax e os demais elementos que confundem o jogador ainda mais. Se no primeiro jogo existia a evolução do personagem, tanto em armas quanto em complexidade de fases, no segundo já começamos um Payne experiente, longe do policial normal que um dia foi. A história engloba conspirações e trama de romance hollywoodiano. Um dos melhores personagens aqui é o russo Vladmir Lem, que repete aparição do primeiro jogo com bastante estilo.

Apesar das evoluções técnicas, o segundo ainda fica um degrau a menos se comparado ao primeiro jogo, que é perfeitamente construÃdo e não deixa a poeira baixar por um segundo. Neste temos tiros demais e envolvimento de menos.
Dois jogos excelentes para quem gosta de uma trama bem feita, jogabilidade em terceira pessoa e a constante sensação de que ao abrir uma porta qualquer a coisa pode ficar feia. Espero a terceira parte da série, que já é um clássico dos games.
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