bunker

2006 Foi Um Ano Bom.

29.12.2006 | 42

Último post do ano, o tradicional momento de agradecer e fazer um balanço geral. Os agradecimentos irei deixar de lado esse ano, quem merece um sabe disso e não vou satisfazer a fúria stalker dizendo nomes por aqui, pra todo mundo que me aguentou esse ano, um afago delícia e a certeza de que ano que vem tem mais.

Em 2006 enfim fiz o que quis em termos de consumir cultura, baixei mais discos do que pude escutar, filmes e séries do que pude assistir e li mais do que pude assimilar. Foi uma loucura, pensei que ser um Nemo Nox era fácil, mas precisa de um bom tempo pra chegar nesse nível. Tembém foi um ano excelente pra este humilde e arrogante blog, mantendo sempre uma boa média de visitas que até me assustou em alguns momentos.

A blogsfera me acolheu de forma bacana também, vide os bons amigos que fiz até a criação do Dois Discos, apesar de uma total falta de consideração minha nos últimos meses. Foi um ano de estabelecer contatos, trocar figurinhas e promessas (Bia, aqueles discos ainda chegam um dia!)

Na música nosa de cada dia, mergulhei no então osbcuro e pretensioso post-rock pra sair carregando um punhado de discos que se não mudaram diretamente minha vida fizeram dela não menos do que sublime em vários momentos. O meu preconceito musical diminuiu um pouco (e olha que era imenso) e para o meu bem o saldo foi positivo demais. Explosions in The Sky, Yndi Halda e Caspian seriam nomes que eu rechaçaria com gosto algum tempo atrás. Agora são tão íntimos que fico bobo ao escrever sobre.

Fiz também uma tentativa de mergulho no Metal contemporâneo, sé pra ir deletando disco por disco. Pensei que tinha a mesma capacidade de escutar barulho que tinha aos 13 anos, mas não consigo mais. Dos poucos discos que restaram talvez eu nem chegue a escutá-los outra vez. Tem coisas que não mudam muito mesmo.

Eu ia continuar enumerando as coisas que fiz até terminar, mas chega. Fiquem com o Tops desse ano e até ano que vem, com mais nerdices enlatadas e promessas de beleza em pequenas coisas.

Top 5 - Discos

Josh Rouse - Subtitulo
Danko Jones - Sleep is The Enemy
Jonnhy Cash - American V: A Hundred Highways
Bruce Springsteen - We Shall Overcome: The Seeger Sessions
Isobel Campbell & Mark Lanegan  - Ballad Of The Broken Seas

- Essa lista ébem pessoal mesmo, pelo menos 70% dos discos que figuram nos Tops de outros lugares eu não escutei. Esse foi o ano de escutar velharias e coisas obscuras.

Top 5 - Filmes

A Scanner Darkly - Richard Linklater
The Prestige  - Christopher Nolan
Casino Royale - Martin Campbell
The Proposition  - John Hillcoat
United 93 - Paul Greengrass

- Ótimo ano pra filmes, diferente do ano passado. Mais uma vez muito dos filmes que se eu tivesse assistido figurariam nesse top só serão assistidos ano que vem.

Top 5 - Tv Shows

Studio 60 On The Sunset Strip - NBC
The Office - NBC
Battlestar Galactica - Sci Fi Channel
Heroes  - NBC
Lost  - ABC

- Lost perdeu muita qualidade e não conseguiu se segurar em meio ao novo furacão (que deve repetir o que Lost fez em 2006 no Brasil ano que vem) que se chama Heroes. Sem contar que com Studio 60 e The Office é difícil subir de posição. São dois shows extremamente fodas. A melhor série que assisti esse ano porém, já até terminou, chama-se The West Wing.

Amo vocês, continuem me enchendo o saco com comentários, emails, orkut e o escambau, tamos aqui pra isso mesmo. Até ano que vem. Sejam perfeitos.

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Tem coisas que fazem mal no novo James Bond. Tudo bem que ele agora tem bolas de aço e atravessa paredes no melhor estilo Cavaleiro das Trevas (ou para os mais descolados no estilo The Hills Have Eyes). Mas não ligar pra como o martini é servido dói um pouco. Que feio, Bond.

Não que o filme seja de todo ruim, pode figurar disparado num Top 5 filmes mais divertidos dos últimos anos e possui cenas que fazem o ingresso valer a pena, do parkour até krav magah, aliás, a cena do parkour (que conta com um dos ‘inventores’ da coisa, Sebastiens Foucans) é deliciosamente bem feita, ainda tem como fazer perseguições na raça sem apelar pra Hummers e F-21 destruindo pontes.

E tem poker, ora! Mesmo sendo um jogo ameno ‘ah, vou apostar só dois milhões agora’ tem poucas coisas que ficam mais interessantes de se ver na tela do que um jogo pesado de poker. McQueen que o diga.

- Do you believe in God, Mr. Le Chiffre?
- No. I believe in a reasonable rate of return.

Delícia.

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The Last Kiss

17.12.2006 | Filmes

Assistam. É delíia. Divertido, bem escrito e cheio daquilo que eu gosto.

(sou um coração mole mesmo, depois não venham me dizer sobre como é um filme clichê, eu já sei disso, acontece que gosto dessas coisas)

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Whiskeytown - Pneumonia Deceptikon- Lost Subjetc

Como pedido por comentários e emails, upei dois discos que comentei recentemente aqui, até porque não encontrei links que funcionassem direito e por serem álbuns que exigem uma garimpagem grande é bacana jogar na rede. Considerem um presente de natal delícia do titio aqui. Peguem os links e espalhem por aí, sejam felizes. São downloads diretos, nada daquelas telas bizarras de espera.

Whiskeytown - Pneumonia
Deceptikon- Lost Subject (eu comentei sobre o Birds of Cascadia, mas esse disco é bem melhor)

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Hey

12.12.2006 | Internas

A partir de hoje a url renmero.com já é deste que vos fala.

Presente de natal (adiantado) do emo do Cueio. Valeu, amiguinho, de coração.

Não precisa redirecionar feeds e bookmarks, dá pra acessar tanto a partir do renmero.blogspot.com quanto do renmero.com. Só os emails que agora vão para mail at renmero.com.

Depois faço uma Home e num futuro próximo faço a mudança pra instalações próprias.

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Shine On

11.12.2006 | 42, Música

Deceptikon - Footsteps In The Fire

A melhor parte do dia nessas semanas sem faculdade e muito trabalho é acordar um pouco tarde, ligar o pc, iniciar os navegadores, o torrent, o leitor de feeds e por último o winamp, que guarda a lista de músicas do dia anterior, dar uma olhada rápida e “não quero escutar isso hoje denovo”, vou pras pastas ver o me agrada e talvez começar com o blues calmo de Muddy Waters ou mais sujo com Hound Dog Taylor, o pop perfeito do The New Pornographers ou a “sweet golden pop music” do The Scourge of the Sea.

Ficar olhando as pastas, decidindo entre um irresistível riff de Angus Young ou a guitarra sinuosa de Josh Homme édas coisas que mais gosto de fazer. Hoje o vencedor foi Deceptikon, apresentado por um amigo que está anos-luz na minha frente nas audições de música eletrônica. Se que pode-se medir essas coisas. A música acima é do último disco, chamado Birds of Cascadia e combina que é uma delícia com os dias nublados que estão fazendo aqui na amazônia.

Com o fim do ano chega a hora de fazer os Tops que mesmo não dando muita bola começam a pipocar e aquela vontadezinha fica te enchendo. Esse ano talvez não saia o meu, as coisas mais legais que escutei são velhas, de gente que já morreu, se vendeu ou não consegue mais nem gravar um disco decente. Esse ano o hype passou por mim bonito. O título deste post é de um disco que só vi a capa e pensei “deve ser uma merda”.

Mas não vou resistir e acabarei fazendo Tops, continuando a tradição milenar de fazer listas desde que o grande profeta Rob Fleming começou a fazer as suas.

Ps: A foto que ilustra este post veio do flickr do próprio Deceptikon e mostra o seu disco catalogado bizarramente numa loja no japão.

Ps2: No Makro tem uma cacetada de filmes italianos por 4,90 naqueles cestões. Fiz a festa com Argento, Fulci e Carpenter (que não éitaliano, yada yada yada).

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Sábado

09.12.2006 | Música

Férias (curtas), sono pra por em dia, filmes pra assitir e claro continuar a busca incessante do pop perfeito. Busca essa que não quero terminar tão cedo:

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115th Dream

07.12.2006 | 42, Música

Sabe quando você acorda “wow, que sonho!”?. Pois então, hoje tive um desses imensos sonhos, onde parece que tudo vai acontecendo ao mesmo tempo, todas as tuas preocupações vão surgindo, diálogos que você devia ter feito são reproduzidos e coisas que não deviam ter acontecido não acontecem. Eu tava afim de entrar numa história de dimensões se encontrando e subconsciente e yada yada yada. Ia acabar soando hippie demais e pra falar a verdade eu nem sei tanto sobre fisíca quântica e psicologia pra escrever sobre. O que queria dizer éque o sonho foi divertido e louco e mais uma cacetada de adjetivos. Acordei com suor na testa.

Só foi um sonho infernal (pro bem e pro mal) que acabou roubando todo o descanso da noite. E no final tocou Dylan, com a música abaixo, só pra sacanear. Se todo sonho fosse assim eu iria dormir mais. E olha que não durmo pouco.

Bob Dylan - Bob Dylan’s 115th Dream

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Esse episódio garantiu um final de mid-season delícia para a série favorita do ano para este escriba. Bem amarrado, com pelo menos dois cliffhangers grandes e o uso abusivo do perfeito timing de Bradley Whitford (as melhores cenas da temporada são com ele, sem excessão). Até mesmo o que não estava funcionando bem em episódios anteriores, como as cenas entre Matthew Perry e Sarah Paulson e o personagem ingrato de Steven Welber encontraram caminhos bacanas.

Sei que parece papo de fanboy e corro o risco de soar um pouco assim, mas a sensação de ver um bom programa de tv que durante os 42 minutos te faz bem, diverte e não te enche de besteira (alguém falou Smallville?) édas coisas que prezo. Queria que tivessem mais Aaron Sorkin escrevendo shows de tv por aí.

Ah, e o final do episódio é maravilhoso. Fez tanto sucesso que uma reprise já foi agendada.”

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A notícia do dia é que a MTV não vai mais exibir clipes. Vai virar uma E Entertainment Television da vida e apostar numa programação com (sic) documentários, reality shows (cara, isso é tão 2003) e séries (tá, pode render algo de bom daí, mas não aposte muito)e uma cara mais “social” por assim dizer.

Aquela babaquice de “comportamento e atitute” que todo mundo sabe que não funciona. Resumindo, a MTV acha que clipe é coisa de criança e deu ao Youtube a vitória do ano. O horrível Overdrive (uma grande geringonça que nem aceita o Opera) fica como braço da emissora online.

Eu ainda assisti muitos clipes esse ano na emissora, há anos não tinha um programa bacana como aquele Lab e Top Top, dois programas que garantiam bons momentos. Ah, esse ano também teve o Quebrada 19, que ainda falarei mais sobre, pois até saiu em DVD. Ano que vem, a MTV oldschool como adoravamos gostar/odiar vira história.

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