Tinha falado sobre Preacher há pouco tempo atrás neste post aqui e hoje soube que os antigos rumores de que a HBO iria produzir foram finalmente confirmados. Apesar de nomes pouco agradáveis relacionados ao projeto, como Mark Steven Johnson (Daredevil) e James Marsdem (o Ciclope do X-men) ainda pode sair coisa delÃcia daÃ, afinal de contas é a HBO! É como naquele espisódio do Studio 60: todo mundo quer ir pra HBO.
O próprio Garth Ennis (roteirista da hq) e Steve Dillon (ilustrador) estarão acompanhado o processo de perto como produtores. Na verdade as possibilidades de algo dar errado com o Ennis dentro reduzem a nada. Nem dois James Mardsem estragam isso. Quer apostar uma breja como essa série vai ser foda de qualquer jeito, gafanhoto?


Foi um daqueles casos de oportunidade, estava no soulseek checando os arquivos de um usuário que baixava Ryan Adams de mim e encontrei três discos de sua antiga banda Whiskeytown. Perguntei qual ele recomendava, e Pneumonia foi a indicação.
E pensar que perdi tempo escutando a extensa discografia solo do garoto, que assim como tem maravilhas como Heartbreaker e 29 também tem chatices como Gold e Cold Roses, exageros demais e poucas canções realmente inspiradas. Estava deixando passar a delécia contida nos discos do Whiskeytown, onde o garoto tinha de brigar com mais gente antes de cantar feito um bêbado só pra se mostrar.
E justamente a sua voz ainda domada, cadenciada e com um timbre suave é a primeira coisa que salta aos ouvidos. As letras ainda são simples, com refrãos pegajosos e versos confessionais sem a afetação mostrada mais tarde. E que belos refrãos! Repeti a faixa inicial toda vez tinha oportunidade.
O disco começa com a destruidora sequência “The Ballad of Carol Lynn” (com sua gaita emocionada), “Don’t Wanna Know Why” (os versos mais bonitos já entoados por Ryan) e “Jacksonville Skyline” (homenageando sua cidade natal). Três canções com levada pop bela, refrãos deliciosamente pegajosos e melodia pra assoviar, cantarolar e sei lá mais o que. É apenas pop com uma levada country emocionada, aquilo que chamam de Alt Country.
E o disco segue com mais canções de tirar o fôlego como “Mirror, Mirror” e “My Hometown”. Dessa vez agradeço à Adams por exagerar nas composições e andamentos, amparado pelo vocal doce de Caitilin Cary e um ocasional coro que conta com convidados como James Iha fica a sensação de que se o bardo trabalhasse mais com bandas e realmente aceitasse suas sugestões, não teria disco ruim em sua discografia. Perder a inocência fundamental foi seu grande erro, bom pra quem gosta de sua carreira solo, ruim pra quem assim como eu costuma buscar o pop perfeito.
Comente
É um mau sinal quando fico apaixonado por uma canção do Thin Lizzy durante o dia inteiro? Tipo sinal de velhice, roqueiro velho e calças de couro? Espero que não, pois na verdade me apaixonei pelo disco inteiro. E é exatamente o disco que você está pensando. Demorei mas cheguei nele, gafanhoto.
A canção em questão é a balada estilosa Fight Or Fall que alguns podem sacanear da letra dúbia, mas sabe como é, tem cara que gosta. Ia usar a palavra “poética” mas só ia parecer que tô sacaneando de verdade.
After all this time
I tell myself that I’m
Not just wasting time
Oh you know I’m not that way inclined
Agora peraà que tô tirando a cifra da bagaça. Fight or Fall!
ComenteMadlib [ou] Beats finos
18.11.2006 | Discos
Madlib é nome do cara que no disco chamado Shades of Blue teve carta branca pra revisitar e samplear a gosto o catálogo da Blue Note, aquela gravadora que mora em nossos corações. E o homem pegou seus beats extremamente cool (tanto que seu apelido é o carinhoso master of beats) entupiu de andamentos jazzy, vinhetas estilosas e entregou faixas que só posso chamar de delÃcia cremosa daquelas. Enchem teus ouvidos, fazem tua cabeça balançar e o pé não pára, aà você entende a manha do apelido do homem.
Vai ser cool assim no inferno. Sabe aquela história de emprego dos sonhos? rá, tem um cara aà que tem esse emprego e sabe disso. Ainda bem que resolve lançar discos assim. Clica na música aà em baixo e me diz se não é fudidamente delÃcia.
Slim’s Return é a primeira faixa do discos e de cara mostra o que você vai encontrar no resto dele. Virou hit aqui em casa.
ComenteFuckin’ Cocksuckers!
16.11.2006 | Geral
Se tem uma coisa que faz o YouTube realmente bacana pra mim é a tonelada de material stand up que tem lá. O Nix postou um quadro delicioso do mestre George Carlin e acabei passando um bom tempo da manhã assistindo e re-assistindo material do homem, cara, tinha esquecido como pra falar sobre certas coisas tem que possuir o dom.
Nesse simpático quadro, mestre Carlin faz uma modesta lista de pessoas que deviam morrer pro bem da sociedade e principalmente dele próprio. Fiquem com o homem resmungando e reclamando daquele jeito que só ele sabe. O vÃdeo tem rápidos dez minutos e uma segunda parte que eu sei que você vai querer assistir (ainda mais que nesse tem o material sensacional sobre nomes de homens). Então clica aqui e seja feliz, gafanhoto.
Comente
I’m like a songwriter;
You’re the reason I’ve run out,
Run out of metaphors
O meu grande problema com o Wilco foi que uma vez me disseram que o Jeff Tweedy parecia muito comigo, isso eu era bem mais novinho e morava num lugar onde conhecer Wilco era o bastante para seres aceito em qualquer lugar como um intelectual, sério. E foi alguém muito próximo que disse tal coisa, como se fosse um elogio, e era na verdade. Pra mim meio que amaldiçoou tudo que eu iria escutar da banda do homem a partir daquele momento. Esse é o tipo de elogio que não se faz, percebo agora eu ser parecido com o Tweedy é uma grande piada.
Nos primeiros disco do Wilco existem letras românticas que eu adoraria ter escrito, e aposto que milhares de pessoas também, nem é inveja, é apenas aquele sentimento de que se eu fosse um pouco mais dedicado poderia fazer aquilo. Mas tudo de não passa de uma ilusão besta que recorro quando ‘I Thought I Held You’ começa a tocar e não tem jeito, não sou o tipo de cara capaz de produzir algo desse tipo. Não nessa vida.
Mas ainda bem que alguém consegue fazer não só uma canção assim, mas discos inteiros. Minha pequena salvação.
Comente
Da primeira vez que assiti esse filme apenas deixei um comentário aqui sugerindo que os meus fiéis leitores corressem atrás da delicinha. Devia ter falado que é o filme mais estiloso e divertido que vi em muito tempo, dono de um roteiro que soa clássico a quem já assistiu a qualquer filme noir e cheio de personagens fortes, frases rápidas e diálogos empolgantes. A fotografia que utiliza uma nublagem dá uma sensação de solidão ao personagem central durante o filme inteiro, justamente a solidão que ele a tanto custo tenta esconder. É simples e direto, trama envolvente. Os detalhes que contam muito para deixá-lo melhor.
O tipo de filme estiloso que me diverte muito, desde o o personagem nerd inseguro atá o quaterback que conhece cultura grega, pode soar meio forçado, mas quem teve dias entediantes e inventou pequenas tramas no colégio irá degustar os detalhes. Cena por cena.
Comente
Tem dias que o meu humor está apenas no estado Beatles. Qualquer musiquinha que toque deles faz a coisas ficarem melhores. Isso dura um dia, às vezes poucas horas.
Esse momento pode durar apenas 4:16 e salvar teu dia. Sabe quantas bandas conseguem isso comigo? Duas: Beatles e Teenage Fanclub. Talvez quealquer coisa que eu escrever sobre os de liverpool soe datado e com certeza já foi escrito melhor. Mas ou meio cÃnico e assim mesmo continuo. Eles tem uma coisa a mais.
ComenteO Love is Teasin’
13.11.2006 | Discos
Quando chega o fim do dia cansativo, a amada não está em casa e não virá dormir contigo naquele dia eu tenho um receita simples pra melhorar as coisas antes de dormir: Isobel Campbell. Bote o Último disco da garota chamado Milkwhite Sheets pra tocar e em poucos minutos é quase o paraÃso. Vai saber se funciona pra você, mas pra mim é imediato, ela canta e eu descanso. Se naquele disquinho genial com o Lanegan já tinha belezas que demorei meses pra deixar de escutar, nesse eu aposto que durante um bom tempo usarei como desculpa o meu cansaço pra poder escutar a melodias da garota.
Studio 60 on The Sunset Strip - S0106
09.11.2006 | Séries

Esse episódio foi uma espécie de homenagem à história da comédia americana. O carinho do texto de Sorkin lembrou de momentos célebres da compedia pós-guerra colocando personagens novos e diálogos que mostram a importância das rádios e da comédia inteligente (e o que ela sofreu naqueles dias) para o grande público.
No final do episódio há uma constatação que se a comédia tornou-se mais sofisticada hoje em dia, tem coisas que nunca mudam, comediantes que insistem nas mesmas batidas linhas de raciocÃnio e pessoas que mesmo tendo poucos segundos de fama escrevem quadros memoráveis, as imposições dos estúdios e tudo mais o que você já sabe.
Mais um ótimo episódio dessa série que já começa a ser assombrada pelos boatos de cancelamento, para minha tristeza. Tenho fé ainda que a bagagem de Sorkin garanta pelo menos uma temporada, o show tá merecendo.
[update] Como o Marcos escreveu nos comentários, já tá garantida a temporada inteira, sinal de mais episódios delÃcia e garantia de talvez uma logenvidade maior ao programa. Que venha a torrente de prêmios.
Comente
If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
