
Meu trabalho em escritório é na maior parte projetos e serviços rápidos de gráfica. A vantagem do projeto é a data definida, até o dia tal você tem flexibilidade para produzir o produto final. Não é raro levar trabalho pra casa e fazer nas horas que tiver vontade e de lá mesmo mandar pra gráfica por e-mail. Se ficar muito em cima do prazo, nada que uma madrugada não resolva, um final de semana bem estruturado em casa pode render um projeto inteiro. Os serviços rápidos são pequenas urgências que aparecem e num par de horas estão resolvidos. Sabe aquela coisa de emprego dos sonhos? Bom, pode-se dizer que estou num estágio dos sonhos. É um começo.
A grande vantagem de não ter pressa e saber utilizar o tempo é a sobra do mesmo durante o expediente, dá pra tomar café tranquilamente, escrever este post, ler uma revista ou livro e não se preocupar com o serviço entulhado, tudo se resolve depois da forma que me agradar. O eterno adiamento do serviço durante o expediente rendeu o termo Slacker, aquele que não trabalha em expediente pra poder ficar fazendo mil outras coisas durante esse horário.
No entanto ler livros e revistas demonstra claramente a falta de interesse no trabalho, é mais válido ficar de olho na tela do computador que com um livro na mão, é importante parecer estar fazendo algo, mesmo quando isso seja estar lendo um comic na tela do pc. Acredito que o e-book é fruto direto dos Slackers ancestrais, aqueles que para não ficar dando impressão do seu estado de preguiça pensaram “ei, e se eu pudesse ter livros aqui no computador, como um documento do Word, ninguém ia reclamar!”. Pronto, todos os slackers arrumaram algo pra fazer, e isso também aconteceu com os scans de Hq, junte um nerd ao slacker e verdadeiras artes de passar o tempo surgem.
Por isso que aqueles aparelhinhos caros para ler e-books não deram certo e agora definham no limbo das tranqueiras tecnológicas. Onde já se viu comprar uma máquina para ler livros que claramente mostra a minha falta de interesse no meu trabalho. É preciso olhar pra tela do computador, clicar e clicar, digitar algo, usar atalhos complexos e diminuir bastante a suspeita para si. O bom slacker nunca é pego.
Durante minhas horas de preguiça aguda, já degustei livros do Chuck Palahniuk (é até irônico ler isso no trabalho), um par de Hqs do Constantine e arquivos do Gordurama inteiros. Sem contar nos inúmeros posts que escrevi. Tudo sem tirar os olhos e mãos do computador, mantendo a honra slacker intacta.
ComenteRolling Stone (Quase um mês depois, hein)
30.10.2006 | Nerdices
Sei que quase toda a blogsfera já comentou e você leu impressões bacanas sobre a revista que está quase no segundo número. Mas não esqueça que moro no mato e as coisas demoram pra chegar aqui e não tenho conexões espertas como os indies aqui da cidade pra conseguir coisas da civilização.
Duas coisas, na verdade quatro coisas que me chamaram a atenção: A quantidade de texto, num corpo menor que as publicações nacionais os textos são grandes e entopem páginas e páginas sem dó, é bastante bagulho ler, claro que tem muitas coisas desnecessárias como resenhas sobre RBD e um certo umbiguismo besta naquela matéria do CSS, mas releva-se pelo resto do conteúdo assinado por gente que achei bacana de ver escrevendo em publicações grandes novamente (sabe-se lá por quanto tempo, é verdade).
O design meio que aponta na cara da nova Bizz e diz “olha de onde veio o teu atual estilo”, clássico e moderno (rá) só mostrou falhas nas legendas da maioria das fotos (anêmicas e pouco comunicativas) e na disposição confusa de algumas imagens, principalmente na parte das resenhas, deve ser muita coisa pra revisar.
A terceira coisa é um detalhe bem nerd mesmo, acho que essa foi a primeira publicação nacional que vi usando o tinyurl.com para fazer links, ao invés de colocar os obscenos links do Youtube e acabar com o alinhamento do texto. Detalhes pequenos que deixam o nerd aqui satisfeito.
A última coisa é claro, Jack Nicholson dizendo que adora Deadwood. Subiu trocentos pontos na minha escala de “esse cara sabe das coisas”.

O velho Jack saca um bom western de longe.
ComenteBen Kweller [ou] Ser Indie Tem Dessas
23.10.2006 | Discos

Durante os downloads da semana encaixei o terceiro disco do rapaz, trovador como tantos outros de sua geração resolveu tocar todos os instrumentos desse disco. Apesar do currÃculo de três álbuns o garoto tem apenas 26 anos e um talento que não é apenas coisa de indie de óculos.
O primeiro disco Sha Sha é chatinho, muito Weezer e pouca melodia boa, era a cópia de algo que alguém tinha feito antes, salvo um par de canções que mostravam algo promissor no meio de tantas influências gritantes.
Em On My Way o garoto arregaçou as mangas e desenterrou boas melodias que remetiam à Neil Young, enxugou o barulho distorcido e dissolveu as influências de modo mais harmônico e com letras excelentes mostrando que ele podia escrever canções sem precisar de tantas referências. Era o melhor disco dele até agora.
O terceiro disco é entitulado apenas Ben Kweller, em 11 canções redondas o garoto se achou depois de tentar caminhos diferentes. Soa Teenage Fanclub tocando com refrões deliciosos, tem pianinho estiloso que lembra Wilco, letras pessoais simples e belas que talvez remetam a Elliot Smith numa comparação meio equivocada mas válida de certa forma por ser tão pessoal, mas não instrospectivo, bem, me perdi. Até os excessos vocais ele acertou no ponto, cantar não é só gritar, alguém deve ter dito pra ele.
O single Sundress, terceira faixa do disco, possiu os versos mais bacanas e ensolarados do mês com “I want to start going on a morning walk / What about the days when we used to talk? /I don’t need a smile from a mannequin /I just want to hold you in my hands” e no refrão apenas a frase “I do everything you want me to / I do everything you want me to do”.
Esse foi um disco que escutei alto como não fazia há tempos, o barulho enchendo a sala, o quarto, o banheiro. A cabeça acompanhando o ritmo, os pés inquetos e até arriscando cantarolar junto os refrões. E no final é só apertar o repeat e ser feliz outra vez. Não aposto grandes coisas pro disco, talvez nem entre em algum dos top 10 que começar vão a pipocar mês que vem. Mas no exato momento em que tocou alto durante a manhã aqui em casa foi um disco perfeito. Se isso não importa muito pra você e a imagem de som indie do rapaz incomoda, bem, não posso fazer mais do que isso.
ComenteDanko Pra Começar a Semana
23.10.2006 | Música
Um dos favoritos da casa, Danko Jones tocando daquele jeito clássico “Cadillac”, faixa presente num dos primeiros disco da banda, a coletânea de eps I’m Alive and on Fire (vai dizer que esse não é um nome deveras foda).
Letra sacana, riff sujo, as caras do vocalista Danko, linha de baixo irresistÃvel, quebrada de bateira pesada e nada mais do que 2 minutos e meio pra tocar música da melhor qualidade. Se você é daqueles que prefere músicas sobre bichinhos pra começar o dia evite dar o play, aqui o negócio é pra amantes de riffs e surradores de baterias. I keep the back seat for lovin’/ I like to drive up front - Tem coisas que só o barulho faz por você.
Vale a pena dar uma olhada nos vÃdeos da banda no youtube. Dance é clássico por natureza, Lovercall tem a letra mais rock’n'roll dos últimos anos e First Date é Danko de vampiro encarnando a canção mais bacana do último disco (e com o baterista novo).
ComenteToo Good To Me Baby
21.10.2006 | Música

Tava fazendo um trabalho chatÃssimo e precisava de música pra me deixar concentrado, de preferência com guitarreira e solos ganchudos. Coloco logo Hellacopters, é difÃcil errar, basta escolher um disco ou EP e toma canções perfeitas. Quando resolvem fazer uma canção de amor temos refrão grudento, backing vocals sussurantes, riff rápido e claro o selo Hellacopters de solos geniais. Ah, e nem pense e melosidade, aqui é creme em forma de rock garageiro. A letra é do tipo roqueiros também amam, escute ou downlodeie abaixo:
The Hellacopters - You’re Too Good (To Me Baby)
In the morning you’re the shinin’ sun of day
When sun is gone you lighten my darkened way
You’re the only one who could get this kind of hold girl
You walked right in and you took complete control
You’re too good to me baby
Always treat me right
Too good to me baby
Got me up tight
Simplify these feelings and I’ll call you a genius too
They can’t stop this thing we’ve got between us two
There’s not another strong enough to get this kind of hold girl
There’s not another hip enough to get me by the nose
You’re too good to me baby
Always on my mind
Too good to me baby
Treat me good and kind
Just want you to know she don’t complain or fiqht
no no - no no
I wanna tell the world she always treats me right
yeah yeah - ooh Lord
I say the thing about this woman that I adore
yeah yeah - all right
She don’t see no one but me cause I’m her baby boy yeah
All right
I just wanna tell the world all about it - yeah yeah
Be cool treat my baby good ya’ll
And I know she’ll be doin’ what she should
You’re too good to me baby
Never do me wrong
You’re too good to me baby
Her love is so strong
Tell ya’ll all about this girl I got
She treat me so fine
Don’t you know she ’bout to drive me
Outta my mind
Too good to me
Treat me right ya’ll
The Illusionist
20.10.2006 | Filmes
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Eu acho que com esse filme o Edward Norton vai chutar bundas geral. Faz tempo que ele não se destaca, desde 25th Hour do Spike Lee eu não vejo esse ator fazer um grande filme, li algum tempo atrás que ele estava com compliacações contratuais com estúdio e fazendo filmes contra a vontade. Sou fã dele por uma série de motivos, o principal por ser simplesmente um puta ator mesmo, sem frescura e capaz de dominar os personagens de forma harmoniosa sempre, por mais fraco que esse personagem seja.
O filme em si não parece ser grande coisa. Pra mim o grande atrativo é a oportunidade de ver o Norton num papel grande após uns bons anos de escuiridão hollywoodiana, talvez mais filmes venham após esse. Filme de mágica por filme de mágica escolho o The Prestige que parece ser bem mais interessante.
ComenteTrês Discos
19.10.2006 | Discos

- O Death Cab manda um alô.
Acabei de postar no Dois Discos (meu outro blog só sobre discos, junto com o Bia) três resenhas que eram pra ser semanais mas sempre acabam acumulando e saindo assim, de três em três.
- Yndi Halda - Enjoy Eternal Bliss [passou em branco e merece atenção]
- …And You Will Know Us By The Trail Of The Dead - Worlds Apart [pesado e épico, baterias e quebraderia linda]
- Death Cab For Cutie - Transatlanticism [o iceberg]
ComenteEmbolou um Pouco [ou] Run to the Hills
19.10.2006 | Nerdices
Desde ontem alguns dos maiores sites de legendas em português saÃram do ar. Fui saber só hoje que se trata de uma operação chama I-Commerce (chique demais esse nome hein) e que o webmaster do LegendaZ, o maior dos sites fechados, vendia filmes num link “escondido” na página.
O terrorismo causado pelo fechamento deste fez com que vários outros fóruns e sites relacionados também fechassem, alguns alegando que apenas por precaução irão trocar de servidor, outros por terem sido expulsos de seus servidores atuais sem piedade. Agitou bonito as coisas essa operação, e uma lista com nomes de power users de programs p2p que serão processados por compartilharem acima de 3000 aquivos de áudio apareceu como notÃcia bomba, muitos desses nomes na lista provavelmente são menores de idade que agiam sem o menor conhecimento dos pais. Olha a cagada.
Claro que tudo isso é apenas um barulho e terrorismo virtual que dura algumas semanas no máximo, a troca p2p ainda está bem longe de acabar (e quando isso acontecer será mais um fator de evolução do que dessas operações) e o caminho andado é longo, a rede de usuparios no mundo é tão grande que espanta o leigo, mas é um bom momento para quem compartilha arquivos de forma pouco segura ir no Google a aprender um pouco mais.
O Marcus Pessoa publicou um ótimo texto sobre a situação, com ótimos links, direto do editor do Joio, Bennet. Eu fico apenas na saudade dos sites de legendas, que de certa forma divulgavam séries e filmes e criaram um ótima comunidade brasileira nos últimos anos sobre o assunto. Foi um baque apenas temporário, creio eu.
ComenteSó Pra Constar
17.10.2006 | Séries
Você, como leitor deste humilde e egocêntrico blog deve estar acompanhando a excelente Studio 60 On The Sunset Stripe, não é? Não? Amiguinho, ligue seu p2p favorito neste exato momento e baixe essa pedra maciça de entretenimento de qualidade e roteiro delÃcia que é esta série ainda no quinto episódio. Promete temporada com cremosidade acima dos nÃveis tolerados por nerds escritores de blogs. Para maiores informações acerca, leia este post meu.
Ou então espere até um canal daqui comprar e começar a passar pra sentir o furor (juro que não usarei mais palavras assim no futuro) que a imprensa vai gerar e ficar babando. Espere. Gafanhoto mestre aqui tá te dizendo, o material é de qualidade cremosa, baixa logo, é um pedido. Vamos fazer um mundo melhor, blábláblá.
Comente- Sabe, o Auggie bem que poderia ser o Charlie aposentado, nada mais cômodo, acho.
- Faz sentido, mas onde o Wolf entra nessa história? Lembra que o Auggie trabalha na tabacaria há uns 15 anos pelo menos.
- Ele faz o Wolf como freela, ora.
- Freela?
- Vai me dizer que a grana da tabacaria é boa, claro que não. Ele precisa dum extra bem pago e que seja estiloso.
- Aà ele ajuda mafiosos em apuros por um preço módico e rapidez.
- E nem influencia o trabalho dela na loja, ninguém sente falta dele no brooklyn por algumas horas.
- Tem complicações logÃsticas mas é um argumento válido.
- Como fui esquecer do Wolf?
- Tás precisando fazer a lição de casa.

- I’m Winston Wolfe. I solve problems.
Comente
If you walk with Jesus he's gonna save your soul, you gotta keep the devil way down in the hole.
