bunker

Terminei agora há pouco o livro do Velho Senil preferido da blogsfera: Sexo Anal - Uma Novela Marron, do Seu Bia. FODA.

Ele colocou para download lá no blog essa semana, eu olhei o link algumas vezes e deixei os dias passarem, baixei e sem querer li inteiro numa tarde de estágio. Pena não ter a cópia real para assustar velhinhas como o Rafael. Nem dá pra dizer muito sem estragar as horas de diversão, é um livro rápido, sujo rasteiro e cheio de coisas legais, um pulp bem escrito e ágil no melhor estilo [coloque o nome do seu autor de pulps favorito aqui].

O Velho encontrou pequenas saídas para deixar a leitura gostosa, e como é bom, puta merda. Ler uma coisa assim de um autor brasileiro é de deixar um longo sorriso no rosto, não tem material bom assim por aí, não tão pop assim. E ele tá dando o dele! Vão lá e baixem com força.

Nada de grandes histórias edificantes, temos muita putaria, piadas sujas e violência gabaritada nos melhores níveis da Charles Bronson College. Começa com sexo, tem sexo no meio e termina com sexo, anal ou não. Entretenimento sujo da pior qualidade (e acredite, isso é MUITO BOM).

Ainda estou com várias linhas de diálogo sensacionais na cabeça e os palavrões que estou utilizando aqui são totalmente necessários ao escrever sobre esse livro, pelo menos pra mim. Econômico e despretensioso, é pra te deixar verde de raiva, “esse filhodaputa escreveu esse material antes de mim!”. O BOOM na mente está fresquinho, as frases ainda pipocam e parece que terei divertimento por mais um bom tempo.

Então, amiguinho, quer algo bom pra ler enquanto o chefe não tá olhando? Uma historinha safada, cool, trash, pop e rasteira? Baixa logo e vem me dizer que não é bom. Se disser, tenho todo o prazer de te tacar umas bordoadas, pra deixares de frescura.

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Valência, 2006

27.09.2006 | 42

Fui parar na Espanha alguns meses atrás durante minha viagem para conhecer algumas faculdades européias para futuros cursos e pós, na verdade fui só para conhecer a Supinfocom mesmo no entanto terminei alongando o tour para mais algumas. Depois do trabalho feito, recebi o convite de amigos para ficar nos arredores de Valência. Restando ainda quase uma semana antes de voltar já tinha andado bastante e o convite era a oportunidade de relaxar em um lugar bonito e barato.

No mp3 player que levei já antecipando o período de seca em outro país ia entre um punhado de discos o recém-baixado Subtítulo, último álbum de Josh Rouse, um dois compositores mais admirados por este escriba. Acredito que quem já lê este blog há tempos percebeu a importância dele na minha discografia pessoal. Poderia ter sido Dylan ou Lennon mas ele chegou primeiro.

O que eu não sabia é que Rouse estava residindo em Altea, nos arredores de Valência, na pressa de arrumar as malas não li release algum sobre o disco, só fui saber quando a Noiva me passou por email a notícia, sabendo do efeito que isso causaria neste turista acidental. Porra, estava na mesma cidade que Rouse, um dos caras que mais escutei a música na minha vida! Mais um pouco de pesquisa stalker no google e nada de achar a agenda recente do homem (achei algumas datas em abril, o que poderia ser bom) para saber se eu realmente tinha a oportunidade de esbarrar com ele por aí. Decidi ir em alguns bares e ver no que dava, no mínimo escutaria alguma história interessante.

Nem precisou muito, antes de entrar no primeiro bar recebi a ligação do amigo que estava me hospedando perguntando se queria ir ver alguns shows a noite num lugar afastado da cidade. “rave?” - “Que nada, é um negócio de universitários, sabe como é” - “Bacana, por acaso conhece Josh Rouse?” - “Quem? Acho que não, onde tu estás, vou te pegar, são 40 minutos pra chegar lá”.

No começo da noite chegamos no lugar, como se esperava cheio de universitários europeus descolados e com dois palcos montados no fundo. Minhas esperanças ainda estavam grandes, era impossível não encontrar alguma informação sobre Rouse no meio desse povo. Depois de duas apresentações de locais, estava numa roda conhecendo o povo e soltei a pergunta da noite -”Does anybody knows josh rouse? I’ve heard that he lives here in Valencia” (meu portunhol é terrível). Rá, era lenda local e quase todos sabiam mais ou menos sobre onde ele morava, mas definitivamente não era no centro da cidade, era em Altea mesmo. Peguei as indicações necessárias e no outro dia pela o mais cedo possível - quase duas da tarde -  comecei a caminhar pela cidade atrás dos pontos de referência que lembrava.

Foi numa padaria pequena que vi de relance Rouse apressadamente sair e atender o celular, carregando um pacote nas mãos. Olhei com atenção: de cabelo baixo, pele queimada pelo sol, bermuda e chinelos, poderia ser qualquer um. Segui-o. Na esquina pude confirmar que era o baixinho em pessoa.

“E agora? vou parecer uma attention-whore se chegar nele cheio de sorrisos e dizer alguma coisa” - E foi exatamente o que fiz. Em português. Ele me olhou com atenção e escutou tudo que disse, quando comecei a gaguejar percebendo a merda que estava cometendo ao falar em um idioma desconhecido para um gringo ele perguntou se eu hablava español e se estava tudo bem, ao perceber que estava tudo ok e que se tratava de um fã atrapalhado apontou para um carro e fomos caminhando até ele. Não sei o que foi mais estranho, a minha travada linguística ou a simpaticidade do homem.

No caminho consegui dizer que o reconhecia e que na verdade estava tietando como muitos já fizeram e antecipadamente pedia desculpas pelo incômodo, mas se pudesse dizer algumas palavras estaria muito satisfeito com o encontro. Mais original impossível, ham.

Ele abriu a porta do carro, colocou o pacote no banco do passageiro, fechou a porta e encontou-se nela. Disse que estava tudo bem, que eu era no mínimo engraçado e lhe restava um bom pedaço de tempo antes de fazer alguma coisa, poderíamos conversar durante uma caminhada sem problemas, desde que fosse num idioma conhecido, era sempre bom conversar com estrangeiros sobre música. Vai ver ele estava num bom humor transcedental nesse dia.

E assim descemos um punhado de ruelas de Valência. Não conseguia parar de falar, após dizer o tudo que necessitava dizer a um dos compositores que mais aprecio, começamos a conversa de fato. Sobre música, espanha, copa do mundo e claro, música denovo. Depois dos turbulentos minutos iniciais, você percebe que conversar com alguém que se admira é mais simples do que parece, claro que se ele gostar de tudo que você gosta é mais fácil.

Fazendo o caminho de volta, trocamos informações pessoais e dados. Na verdade ganhei um convite para visitá-lo mais tarde, era seu último dia na cidade antes de fazer alguns shows em Bruxelas e seria legal ter alguém para conversar, relaxar e escutar alguns discos, poucos conhecidos costumavam passar pela cidade, não estava exatamente na rota de tours mundiais. Sem conseguir tirar o sorriso do rosto, vi o homem partir em seu carro pequeno. Havia tido uma incrível conversa com o cara que cantou tantas vezes em meus castigados falantes. Não era o tipo de coisa que acontece todo dia.

Peguei emprestado o um carro e rumei para a casa em Altea. Passamos horas escutando salsa, encontrando gostos musicais semelhantes e trocando figurinhas sobre nossos países, indaguie tudo que foi possíel sobre gravar discos, gravadoras, shows e etc. Ele de Nashville, eu do meio da Amazônia. Conversamos (porcamente) em espanhol, inglês e brincamos com sotaques. Teve uma hora que pensei no típico momento de “conhecer o ídolo e identificar-se de forma mágica com ele”, disse isso a Rouse e obtive a resposta “não acredito que seja ídolo de ninguém, pessoas como você me vêem de uma forma diferente, meio estranha a pricínpio pra mim, sem querer usar frase feita, eu só toco canções”. Claro, canções perfeitas.

Não lembro que horas saí de sua casa caminhando meio bêbado e com uma satisfação incrível batendo no peito. Poderia transcrever a conversa inteira aqui, mas tem coisas que prefiro guardar por motivos óbvios. Pode acabar degastando se eu escrever, enquanto permanecer comigo continua de uma forma super-romântica intocado. Da viagem restou apenas uma pasta cheia de folhetos de formulários, alguns discos e a lembrança do acontecimento mais improvável dos últimos anos na minha vida. Logo depois fui saber que ele foi parar nos arredores de Valencia por conta de seu divórcio conturbado, precisou de uma cidadezinha para melhorar a situação.

Ansiosamente espero a oportunidade de retornar ao Velho Continente, ir num show dele, assistir calmamente, talvez ganhar um aceno, um sorriso ou um gesto de reconhecimento.

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Acabei de assistir Thank You For Smoking, divertido filme sobre Nick Naylor, empregado de uma associação de estudos tabagistas. Ele é o homem que “guarda segredos e reinterpreta dados”, ou seja, ele defende o tabaco em público como profissão. Sempre com um sorriso no rosto e atento para contornar os batidos argumentos contra o tabaco com um monte de generalizações e reltivismos. Aquele bom jeito americano.

Roteiro primoroso e ágil, direção esperta que preferiu depositar nos ombros de Aaron Eckhart e no seu personagem carismático todo o brilho do longa. Fez bem, nada de arroubos cinematográficos: apenas uma fotografia legal e agilidade nos diálogos que são a força do filme, coloque aí também a subestimada narração em off.

Nick assemelha-se muito ao personagem de Nicolas Cage em Lord Of War, Yuri Orlov, traficante de armas disposto a vender para os dois lados de uma guerra só para lucrar um extra. Nos dois personagens é de se esperar em algum momento da película aquele característico momento hollywoodiano de “pesar na consciência”, no entanto há apenas um seco: Hell No! De uma forma sincera eles são íntegros no que fazem e estão dispostos a admitir as complicações sociais de suas atividades. Diferente de muita gente que tem trabalho dito honesto.

Thank You For Smoking garante uma boa hora de filme e para os que são viciados em roteiros como este escriba, um pequeno exercício de argumentação e estilo. Deixando o corrosivo cinismo de lado a favor da diversão sem amarras convencionais (leia-se discursos certinhos).

Eu não teria problemas em trabalhar no que Nick Naylor faz, ora, eu já faço comunicação social na faculdade. Tenho dois pés nesse meio e diariamente encontro personagens assim. Agindo de verdade. Mas pensando bem eu não conseguiria ser como Nick ou Yuri, me falta o talento, pra certas coisas tem que possuir o dom maior.

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31 Canções

25.09.2006 | 42

Acabei de ler 31 Canções de Nick Hornby, presente da Noiva. Mesmo sendo fã dos filmes adaptados de seus romances, nunca de fato havia lido um. Talvez por não achar facilmente em livrarias (sempre me recusei a ler Como Ser Legal [o mais fácil de achar] sem ter lido Alta Fidelidade antes, eu sei que é besteira, mas deixe-me com meus TOC) ou mesmo por ter uma fila imensa de coisas para ler antes dele.

Alguns meses atrás mandei essa fila pro inferno. Comecei a ler ao mesmo tempo tudo que desse vontade , ignorando o grau de importância que dei para o livro ao colocá-lo na fila. Com isso o número de livros não terminados terminou, quem sabe eles não fossem tão bons assim.

Semana passada o presente foi bem vindo. Já sabia do que se tratava o livro e estava sedento por indicações de coisas novas-velhas para escutar. 31 Canções é simples e leve, logo no começo o autor explica que não são suas canções favoritas ou muito menos as mais importantes para ele, claro que algumas de fato são, porém não é uma lista fechada. É a vontade de escrever sobre canções até chegar num número legal, nesse caso 31. Eu iria até 42, sabe como é nerd.

Uma coisa me deixou muito à vontade é que o autor é como eu. Sim, um cara que carrega música na vida e poucas vezes recusa escutar um disco, dá pra enumerar os preconceitos. Não seja sarcástico e comece a pensar “esse moleque está querendo se comparar a um inglês escritor famoso”, isso seria muito feio e eu recomendaria que você fechasse com força o navegador, ainda bem que você não pensou nisso.

Ler sobre canções pode ser tão bom quanto ouvi-las, em vários momentos Nick usa a música como ponto de partida para elucidar questões sobre a vida de que convive com a mesma. O texto sobre “É permitido sair!” é hilário e curioso. Quando você ler saberá o que estou dizendo. A emoção carregada em vários momentos é o diferencial da escrita de Hornby, talvez se ele não fosse tão pessoal seus textos não passariam de um ensaio de crítico metido a besta. No momento que ele começa a explicar a relação do seu filho autista com música, percebe-se o quanto é importante para aquele homem ter música em sua vida. Ele descobriu que é justo essa paixão o canal mais forte de comunicação do seu filho com o mundo. Deixando poucas vezes o lado histórico dos discos falar mais forte, há uma transparência agradável. Eu acredito no que ele está escrevendo, me agrada e em nenhum momento sinto desconforto. É como escutar de um amigo uma indicação bacana sobre aquele disco do Dylan ou porque evitar os lançamentos de determinado selo.

Durante a leitura fiz o hábito de estabelecer relações entre as observações do autor e minha experiência pessoal, coisa divertida de se fazer e que além de revelar similaridades me deu uma lista imensa de coisas novas pra escutar. Foi tão bom que essa semana relerei vários textos para sentir outra vez tudo isso.

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Dois Discos

22.09.2006 | Discos

Me redimo de semanas sem postar lá no Dois Discos com três resenhas quentinhas: Stars - Set Yourself On Fire, Queens Of The Stone Age - Rated R e Zwan - Mary star of the sea.

Minhas sinceras desculpas a quem acompanha o DD e ficou essas semanas com a parte do Bia apenas, problemas demais e tempo de menos. Mas chega de história e vai lá ler as resenhas.

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Essa semana a banda que mais tocou nos meus players foi Teenage Fanclub, talvez por ter redescoberto como GrandPrix é legal ou como algum texto do Horny e fez escutar Songs For Nothern Britain ou que Howdy é o tipo de disco que salva vidas. Na verdade tive vários motivos para escutar esses (agora) senhores que disco após disco foram entregando canções simples e belas, cheias de coisas que só agradam a quem precisa de música pra viver. Canções do tipo que não se encontra muito por aí, sem quere soar saudosista (na verdade ainda tem Man-Made do ano passado que não escutei essa semana, ainda dá tempo).

Minha satisfação foi só aumentando pois a cada disco fui compreendendo melhor as letras, as composições que diferem de um álbum pra outro. Meu inglês antes não me deixava muitas alternativas a não ser entender o refrão. Disco após disco, fui só sorriso.

Ain’t That Enough é do Songs For Nothern Britain e não dá pra esperar mais de uma canção: melodia arrebatadora, letra redonda e aquela sensação de sol, muito sol. Écomplicado falar sobre Teenage Fanclub sem ficar meloso. Volto ao sorisso.

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Diga tchau, Rádio.

21.09.2006 | 42

Não é raro deparar com textos pela blogsfera exaltando os bons tempos do rádio e como o jabá é o grande vilão que destruiu os bons programas. O problema éque a maioria dos autores ainda acham que no mundo atual ainda há espaço para o rádio tradicional ser ditador de moda.

Não que eu odeie rádio, tive uma história curta com alguns programas e até fiz um (uma das poucas experi?ncias bacanas que tive no meio musical) que chegou a tocar alguns meses por aí. Mas chega uma hora que é necessário dizer chega disso, seu tempo já foi e tenho outros meios mais legais de conseguir a música que quero (ou pelo menos a que necessito). A indulgência que o meio se afundou foi tamanha que não tem mais volta e quem acreditava encontrar algo legal no rádio foi pra outros meios, como as rádios virtuais. O cenário desdobrou-se e não precisa mais escutar a rádio regional.

Quando o rádio entupiu de jabá, foi simples: as pessoas deixaram de escutar. Só ficou quem ainda era míope musicalmemente ou gostava daquilo mesmo. O hit do rádio não mais existe para o bem e para o mal. Temos agora podcasters que te dão toda semana canções escolhidas a dedo e que transparecem um gosto pessoal que ou você se identifica ou vai baixar. A variedade é imensa, tal qual a quantidade de FM no dial alguns anos atrás. É a democratização do conteúdo finalmente agindo de forma eficiente. Acredito mais nisso do que no programa de rádio padrão, cheio de estripulias para encher teu ouvido. Não é por menos que as melhores rádios são as virtuais, que gozam de liberdade sem limites por terem menos amarras que as tradicionais.

Ficar exaltando o rádio com gritinhos de “vamos pessoal, ainda dá certo” é risível, ainda mais se você se leva muito a sério. Não dá pra simplesmente deixar o rádio de lado e ir pra outros meios? Se a música digital pode ser mais interessante que o rádio, por que não deixar de vez essa coisa de que as FM ainda podem ser legais.

Mas nem adianta, o mesmo cara que defende a velha FM éo que organiza festas com temas 80’s. É um caso perdido.

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Velho Young

19.09.2006 | Discos

Terça-feira cinzenta e a ótima companhia de Neil Young nos falantes com Rust Never Sleeps. Começando arrasador com Hey Hey My My (Out Of The Blue) acústica, baixinha e possante. Mesmo sem eletricidade a canção permanece com um vigor intocado.

Pode parecer lugar-comum, mas descobri há pouco tempo esse disco e a cada dia caminho para me tornar um velho lenhador com violão e gaita sempre por perto, pronto pra entoar uma canção como essa (mesmo sabendo que Neill não era assim quando gravou o disco).

Alguns anos atrás um amigo trouxe um vhs com uma apresentação de Neil na tv, só o violão, gaita e aquele velho senhor de olhos fechados batendo as botas no chão, tum-tum e segue a m?sica. Esse amigo me disse: “lembra aquele teu conto sobre um velho que toca violão”. Não tenho o conto aqui pra relembrar, no entanto a sensação de ter escrito sobre esse homem sem ao menos conhecê-lo tornou-se o elo entre esse canadense e eu. Posso não ser o maior fã, não conhecer a carreira com profundidade, porém quando ele começa a cantar ao violão me sinto em casa. Tem pessoas que cantam só pra você.

O disco termina com a mesma Hey Hey My My (Into the Black) pesando toneladas de distorção. Éum pequeno lembrete de Neil: a guitarra ainda existe. E bem viva.

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