bunker

Re-assisti por conta de visita de amigos o filme realizado por Zach Braff, Garden State. E o longa simplesmente me supreendeu dessa vez. Foi como se não tivesse visto o mesmo filme da primeira vez. Quando der vontade láá no fundo de re-assitir aquele filme, vá lá e pegue.

A fórmula do filmes ésimples, baseada em diálogos e na figura apática de Zach Braff, que nunca perece estar no momento/local certo, a expressão de paisagem presente no seu rosto apenas muda quando ele resolve falar algo intímo, nota-se as nuances da fala do personagens sobrepondo o Ator/Direto do longa.

É um filme simples, tem elementos triviais e legais (como a moto herdada que o protagonista dirige). E carrega momentos que poderiam estar acontecendo comigo, com você, ou com aquele amigo. Braff triunfa ao retratar esses momentos com a inocência necessária.

- You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn’t really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone.

- I still feel at home in my house.

- You’ll see when you move out it just sort of happens one day one day and it’s just gone. And you can never get it back. It’s like you get homesick for a place that doesn’t exist. I mean it’s like this rite of passage, you know. You won’t have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for you kids, for the family you start, it’s like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that’s all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.

Voltar pra casa sempre será uma coisa estranha pra quem o faz, fiz várias vezes e ainda sinto aquele desconforto característico. Todas as pessoas que você reencontra e que ainda são seus amigos. O tipo de amigo imune ao tempo.

Sou grato por ter várias casas pra voltar. Vários lugares que pertenci e que sempre posso voltar lá e conversar com aquelas pessoas.

Poderia continuar com parágrafos recheados de material resenhistas padrão, mas vou ficar com os meus favoritos: é o tipo de filme que te dá o sorriso imenso na cara e fica guardado na lembrança lá no fundo, e de vez em quando você resolve lembrar daquele cena linda só pra poder sorrir outra vez.

Dia desses vou dar um abraço no Zach Braff.

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A indescritível sensação de escutar aquela canção pela primeira vez e deixar o repeat ligado o dia inteiro. Dançar por inspiração, como li em algum lugar. A trilha sonora nossa de cada dia, para andar pelas ruas, pra cantarolar por corredores e aumentar o volume no trabalho, assoviar e ter aquela melodia sempre na cabeça, a girar.

É o lado romântico (quase baba) do rock, que agrada este escriba. Nem reclamo, é desse jeito que gosto mesmo. Fazer o quê.

Essa semana a banda que comandou os meus players e assovios foi Hard-Fi, ingleses de sangue quente que fizeram Stars Of CCTV, disquinho que me animou do jeito como não me lembrava há meses. A mistura de ska, funk, guitarras marcantes, vocais pop e letras com ótimas sacadas funciona como um aditivo na mente.

É naquele momento da festa que você já escutou baboseiras indies wannabe-joy-division uma atrás da outra que aparece uma Hard To Beat, que começa baixinho e explode lindamente. E com refrão que remete a Daft Punk(!).

Estava na aula hoje a vetorizar algo em cima do prazo e com fones de ouvidos como de costume, as músicas do disco foram fluindo, fazendo barulhos nos ouvidos, grudando na mente e fazendo a mão acelerar em cima do mouse. Volta uma faixa pra escutar melhor, fazia minha dancinha ridícula e continuava a vetorizar.

O povo da sala deve achar no mínimo patético.

Então, faça o que te digo, pegue o disco aproveite e bastante. Deixe as pretensões de lado, apenas curta a música e execute sua dancinha ridícula também. Em alguns meses você pode nem gostar mais do disco, mas quem se importa? Quem quer viver pra sempre?

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Semana passada dentre as toneladas de gigas que baixo de coisas (powered by Mininova) veio a primiera temporada de Scrubs, série que estava para dar uma espiada há tempos até achei um release todo organizadinho em rmvb (formato mais leve que avi) da primeira temporada. Enfileirei, baixei e já degustei o treco.

JD éo personagem do gente boa Zach Braff (diretor do excelente Hora de Voltar) que acaba de entrar como estagiário no Sacred Heart, o hospital da universidade. Até aí tudo bem, seria mais uma série sobre o dia a dia de um hospital, dilemas de vida e filosofia barata.

Errado.

Os altos níveis de humor baseado em mal-humor (pegou?) deixam cada episódio com um gosto diferente, e tem espaço pra tudo: nonsense, gags politicamente (in)corretas e a nossa adorada ironia fina de cada dia. A narraçãoo em off constante de JD é primorosamente escrita para te guiar pelos episódios e provocar risadas sonoras, do jeito que deve ser.

-Foto padrão de série de comédia

É vendo o cansaço de JD e seus amigos que a coisa fica divertida, e some a isso o Dr. Cox, o melhor personagem da série na minha nada modesta opinião. Ele simplestente tem as melhores falas de toda a temporada, não dando a mínima para os estagiários e fingindo ser compreensivo quando quer mesmo mandar todo mundo se foder pra poder dormir.

Acho que já deve ter dado pra você compreender que a pimeira temporada é genial e merece uma assistida. Estou a pegar as outras temporadas (atualmente na 5°).

No Mininova tem o release que peguei e no Legendaz tem legendas pra maioria dos episódios da temporada.

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A Car Goes Fast

04.05.2006 | Música

Dias continuam corridos, mas nem vou me ater esse detalhe, reclamar é virtude dos que não escolheram o caminho que sigo agora. E meu empenho é só pra mim, e ninguém mais, me conheço muito bem e me sinto à vontade fazendo isso, ligado full-time e respirando milhares de possibilidades. O cansaço físico é secundário e sempre tenho minha amada e meu discman para curas as dores que aparecem. Keep Walking, já dizia aquele slogan. Falando em discman, um pequeno resumo do que está se passando nele ultimamente:

- Conheci o Snow Patrol com o disco Final Straw e simpatizei com a sonoridade do grupo, sempre com uma melodia bem construída e refrão grudento, sabe aquele negócio de ficar cantarolando pelos corredores uma frase durante semanas? Depois de escutar Snow Patrol fica essa sensação na tua cabeça. A voz de Gary Lightbody é singular e possui aquelas peculiaridades de timbre que agradam o ouvido, passando do alegre ao melancólico em duas notas. O último disco da banda, Eyes Open, é delicioso do começo ao fim, sem tirar nenhum riff ou refrão. Vale a caminhada na manhã até a faculdade.

- Que The Vines é uma banda de singles, e a maioria já sabe. Basta lembrar da potência explosiva de Get Free alguns anos atrás, e logo depois de Ride e do desastre que eram os álbuns completos. E agora temos o terceiro disco da problemática banda (brigas, doenças mentais e o de sempre, you know) tenta acabar com essa história de apenas os singles serem bons. As experimentações sonoras ficam de lado em prol do rock básico, rasgando a guitarra e a voz. É barulho atrás de barulho, num disco curtinho. Escute na pressa pra chegar no trabalho.

- Um amigo recomendou um disco que ele adora, fui atrás do tal disco e maravilhei a obra-prima que é Aenima, do Tool. Banda que apenas era conhecida de citações, tornou-se favoritas nos meus players e na hora de ficar mentalmente construindo músicas ou apenas precisando de música, ou seja, sempre. É rock progressivo, experimental e o escambau. Maravilhoso . Vale pra voltar pra casa depois de um dia cansativo, reanima a mente.

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